Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 7 de novembro de 2018
Nessa quarta-feira, o presidente Michel Temer informou ter convidado o seu sucessor Jair Bolsonaro para acompanhá-lo em viagens internacionais – as últimas de seu mandato – previstas em sua agenda até o fim de dezembro. O próximo chefe do Executivo, cuja posse está marcada para o dia 1º de janeiro, não confirmou se atenderá ao chamado.
Temer fez um pronunciamento no Palácio do Planalto ao lado de Bolsonaro após eles se reunirem. O encontro marcou o início formal da transição de governo: “Convidei o presidente Bolsonaro, se ele puder, para fazer viagens comigo ao exterior. Tenho viagens programadas e mencionei até o G20, agora no fim do mês, mas não sei se ele poderá. Mas já disse que, quando ele quiser, poderemos embarcar juntos”.
A cúpula, que reúne as 20 principais economias do mundo, está marcada para os dias 30 de novembro e 1º de dezembro em Buenos Aires (Argentina). Pela agenda do emedebista, antes disso ele estará na Guatemala para a Cúpula Ibero-Americana dos dias 15 e 16, além de uma visita a Santiago do Chile no dia 21.
Projetos no Congresso
Ainda no pronunciamento, no qual não respondeu a perguntas, Michel Temer disse ter pedido ao presidente eleito que informe os projetos de interesse do futuro governo no Congresso Nacional. Desde os últimos dias, Jair Bolsonaro tem defendido que a Câmara dos Deputados aprove ainda neste ano algum item da proposta de reforma da Previdência Social proposta pelo governo de Michel Temer.
“Eu solicitei ao presidente eleito que nos mandasse eventuais projetos que estejam em andamento na Câmara e no Senado. O que houver interesse para ser aprovado, envidaremos todos os esforços para que sejam aprovados”, disse o atual mandatário.
Bolsonaro disse ter conversado sobre vários assuntos com Temer, “entre eles, obviamente, a governabilidade”. Na avaliação do presidente eleito, Temer está disposto a colaborar “com o que for possível” durante a transição: “Manifestei a ele que o procurarei mais vezes até o final do ano para que, juntos, possamos fazer uma transição de modo que os projetos de interesse do nosso Brasil continuem fluindo dentro da normalidade”.
À imprensa, o presidente eleito agradeceu a Temer pela “gentileza e a cortesia” durante o encontro, acrescentando que poderá procurá-lo novamente em 2019: “Se preciso for, a partir do ano que vem, voltaremos a pedir agenda, porque tem muita coisa que continuará. O Brasil não pode se furtar do conhecimento daqueles que passaram pela Presidência da República. Isso será útil para todos nós”.
Governo do RJ
Depois do encontro com Bolsonaro, Temer recebeu o governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC). Ao deixar a reunião, Witzel concedeu uma entrevista coletiva à imprensa no Palácio do Planalto na qual disse ter defendido a manutenção dos militares no estado para reforçar a segurança.
“A forma pela qual isso vai continuar pode ser intervenção, pode ser GLO [Garantia da Lei e da Ordem]. Eu vim trazer soluções para caso seja necessário interromper a intervenção, ter uma solução”, ressaltou. Sobre a manutenção da intervenção federal no estado em 2019, o governador eleito disse que ainda não falou com Jair Bolsonaro sobre o assunto, mas espera a manutenção até dezembro deste ano.
“Ainda não conversei com o presidente Jair Bolsonaro sobre isso. Mas vou fazer isso. Primeiro, decidirei quem será o meu secretario de Polícia Civil, nós vamos extinguir a secretaria de segurança pública, o secretario de polícia militar, para que a gente possa fazer uma avaliação e aí sim até o final de dezembro levar uma posição para presidente eleito”, declarou o futuro chefe do Executivo carioca.
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