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Brasil Michel Temer disse que não há caminho para o País fora da Constituição Federal

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Segundo a assessoria da Presidência, Temer ainda não decidiu se irá conceder o perdão de penas em 2018. (Foto: Divulgação/PR)

Às vésperas do primeiro turno das eleições, o presidente Michel Temer fez um discurso para defender que o correto é afirmar que não há caminho fora da Constituição Federal. Ele também ponderou que o Brasil deve romper um “ciclo perverso” de mudar o País a cada duas ou três décadas.

“Em um momento em que cada um pensa de uma maneira e, ao pensar, esteja onde estiver, seja no Estado ou na iniciativa privada, poderá achar que poderá o seu pensamento ser o condutor da própria sociedade. E isso não é correto. O correto é dizer, reiterar, enaltecer, ressaltar, repetir, afirmar e reafirmar que não há caminho fora da Constituição Federal”, declarou o emedebista.

Promessas de campanha

Recentemente, o general Hamilton Mourão (PRTB), candidato a vice de Jair Bolsonaro (PSL), defendeu a necessidade de que o País produza uma nova Carta Magna, “mais enxuta e focada em princípios e valores imutáveis”.

O candidato ao Palácio do Planalto pelo PT, Fernando Haddad, também fez uma declaração sobre o tema, recentemente: durante um ato de campanha, ele prometeu trabalhar, se for eleito, para criar as condições de redigir uma nova Constituição Federal.

Importância do voto

Temer, que assumiu o cargo em 2016, após o impeachment da então presidenta Dilma Rousseff (que estava em seu segundo mandato), disse que o voto representa uma procuração que o eleitor dá para o político exercer o poder.

“Eleição escolhe aqueles que governam e aqueles da oposição. E é meu dever aproveitar este momento, na véspera do aniversário da Constituição Federal de 1988, para fazer essa espécie de pregação”, afirmou, durante evento no Palácio do Planalto.

Estabilidade das instituições

Temer disse, ainda, que um país conquista estabilidade institucional quando tem instituições consolidadas: “No nosso histórico constitucional, temos períodos curtos de Estado. Ou seja, nosso Estado precisa ser reformulado a cada período. Temos vocação extraordinária para cada 25 anos, 30 anos, achar uma crise institucional, econômica, politica e é preciso criar um novo Estado”.

Em seguida, o presidente classificou como “ciclo perverso” a necessidade de mudar o Estado de forma periódica e defendeu a atual Constituição. “A nossa Constituição, embora muito detalhada, pormenorizada, ela soube amalgamar princípios do liberalismo com os do socialismo”, disse.

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