Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 9 de abril de 2018
O presidente Michel Temer disse nesta segunda-feira (9) que o Brasil superou uma fase difícil na economia, mas enfrenta um momento difícil “sob o foco político”. Ele discursou na posse do novo presidente do BNDES (Banco do Desenvolvimento Econômico e Social) e disse que é preciso seguir adiante cumprindo rigorosamente o sistema normativo e a Constituição que garantem a estabilidade ao País.
“As bases, alicerces e suportes para o crescimento do País foram plantados nesses quase dois anos de governo. Isto é fundamental para o país. Temos que ter consciência disso. Precisamos saber que saímos de um momento difícil do país, continuamos sob um momento difícil também sob o foco político, mas temos que seguir adiante, e seguir adiante significa cumprir a normatividade nacional, cumprir a Constituição, cumprir rigorosamente o sistema normativo nacional porque é isso que dá estabilidade ao País”, disse o presidente da República.
Acrescentou que só há organização quando se garante o cumprimento estrito à norma jurídica. “Quando você acha que não precisa cumprir a norma jurídica, você desorganiza a sociedade”, afirmou.
Posse no BNDES
Na cerimônia, Temer empossou Dyogo Oliveira na presidência do BNDES. Oliveira deixou o Ministério do Planejamento para assumir a nova função. Ele fica no lugar de Paulo Rabelo de Castro que sai da presidência do banco para se candidatar nas eleições de outubro.
Ao falar sobre o papel do BNDES, Temer destacou a função social dos bancos públicos. “Os bancos públicos sempre devem ter uma função social. Os bancos públicos, de fora a parte do desenvolvimento econômico do país, que eles também perseguem, mas devem perseguir a função social”. E citou como exemplos os investimentos em educação, segurança pública e microempresários. Na cerimônia de posse, realizada no Rio de Janeiro, o presidente citou a intervenção do governo federal na área de segurança pública do estado e disse as últimas ações no Rio foram “preciosas” para a cidade e para o País.
O ex-ministro do Planejamento abriu o seu discurso destacando a recuperação da economia, lembrando que o governo teve início em um cenário de inflação alta, juros altos, desemprego e descrédito internacional. “Recebemos um país no fundo do poço, no fundo do poço mais fundo, onde o Brasil nunca tinha estado. A maior e mais prolongada crise da nossa história”, afirmou Dyogo, destacando que o País entra agora em um ciclo de crescimento que deve durar de oito a 12 anos pelo menos.
Oliveira, que foi ministro durante 23 meses, agradeceu a confiança do presidente MIchel Temer, e homenageou parentes. Participaram da solenidade o ministro Carlos Marun, da Secretaria de Governom e os interinos da Fazenda, Eduardo Guardia, do Planejamento, Esteves Colnago, do Esporte, Fernando Avelino, e do Trabalho, Helton Yomura. O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles também assistiu à cerimônia, assim como o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, e o senador Romero Jucá (MDB).
Ao deixar a presidência do BNDES, o economista Paulo Rabello de Castro disse que a instituição vive “um novo tempo”, depois de de ter enfrentado a falta de apoio da opinião pública, acusações e duas comissões parlamentares de inquérito no ano passado. Ele destacou também a recuperação da economia do País.
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