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| Michel Temer diz que as pessoas “cansaram um pouco do pessimismo” e chegam ao fim do ano querendo “um novo tempo”

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Governo quer unificar a ação dos órgãos de inteligência (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

O presidente Michel Temer disse que prepara novas medidas econômicas para 2017 com o objetivo de financiar seu programa de concessões. Segundo ele, “depois de um longo inverno”, o ano termina “bem” com as medidas econômicas anunciadas nas últimas semanas.

“O primeiro semestre do próximo ano será bastante decisivo para a recuperação do país”, disse. “As previsões aqui mostram que, ao final dele, começa o crescimento.”

O presidente disse que o governo pensa numa segunda etapa de medidas, mas não detalhou o que está em estudo. “Precisamos produzir outras medidas”, afirmou. “Estou pensando o que é possível fazer no ano que vem para incentivar as concessões.”

A equipe de Temer avalia formas de melhorar o financiamento das concessões de serviços públicos ao setor privado, como aeroportos, portos, rodovias e ferrovias. Os primeiros leilões anunciados pelo governo devem ocorrer no primeiro semestre de 2017.

Para o presidente, as “pessoas cansaram um pouco do pessimismo” e estão “desejosas de um novo tempo”, o que poderá contribuir para a recuperação econômica do país.

“Depois de um longo inverno, foi bom, as medidas [anunciadas nos últimos 15 dias] foram boas, bem recebidas, valeu a pena”, disse Temer. “Esses R$ 30 bilhões que vão sair das contas do FGTS, por exemplo, vão circular pela economia, pouco a pouco, e ajudam. A redução dos juros do cartão também.”

O governo anunciou o refinanciamento de dívidas de empresas e consumidores, a liberação de saque de contas inativas do FGTS, uma melhoria no rendimento do fundo e medidas para redução dos juros do cartão de crédito.

Embora Temer estime que a liberação das contas inativas do FGTS injetará R$ 30 bilhões na economia, os balanços da Caixa Econômica Federal apontam apenas R$ 19 bilhões nas contas inativas.

O Ministério da Fazenda espera crescimento de 1% do PIB (Produto Interno Bruto) no próximo ano, após reavaliar previsão anterior que apontava uma taxa de 1,6%. A projeção do Banco Central é de crescimento de 0,8%.

“Eu vivo pregando o otimismo, a pacificação, a serenidade”, afirmou Temer. Com as medidas lançadas no fim do ano, o objetivo do Palácio do Planalto foi reverter os efeitos de uma série de notícias negativas para o governo. (Folhapress)

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