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Brasil Michel Temer lamentou a morte do jornalista Carlos Heitor Cony

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Carlos Heitor Cony foi definido por Temer como um dos mais cultos e preparados pensadores nacionais. (Foto: Divulgação/ABL)

O presidente Michel Temer manifestou neste sábado (6) pesar pela morte do jornalista e escritor Carlos Heitor Cony. “É com tristeza que recebo a notícia da perda de Carlos Heitor Cony, um dos mais cultos e preparados pensadores nacionais”, disse Temer, em seu Twitter.

“O jornalista, membro da @abletras, atuou nos principais jornais e revistas do País. Meus sentimentos à família e aos amigos”, completou o presidente.

Cony era o quinto ocupante da cadeira nº 3 da ABL (Academia Brasileira de Letras) e, atualmente, era colunista do jornal “Folha de São Paulo”.

O jornalista morreu na noite de sexta-feira (5) aos 91 anos. Ele estava internado no Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, desde o dia 26 de dezembro por problemas gástricos e morreu por falência múltipla dos órgãos devido a complicações decorrentes de uma cirurgia.

Moreira Franco se manifesta

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, também lamentou a morte de Cony. “O pesar foi grande. Foi-se C.H. Cony, testemunho dos anos duros do regime militar”, disse Moreira, também pelo Twitter.

Ele ressaltou a atuação do jornalista durante os anos da ditadura. “Cony esteve do começo – com memorável atuação no Correio da Manhã – ao fim com militância intelectual e política”, disse Moreira. “Ajudou minha geração a amar a democracia, respeitar o contraditório, sonhar com a liberdade”, acrescentou o ministro.

Quinto ocupante da Cadeira nº 3 da Academia Brasileira de Letras, Cony foi eleito em 23 de março de 2000 e tomou posse em 31 de maio do mesmo ano. O escritor nasceu no Rio em 14 de março de 1926. Começou a carreira em 1952 como redator da Rádio Jornal do Brasil. Também passou pelas redações do “Correio da Manhã”, da “Folha de São Paulo” e da rádio CBN.

Como escritor, ganhou três prêmios Jabuti pelos romances “Quase Memória”, “A Casa do Poeta Trágico” e “Romance sem Palavras”.

Segundo a ABL, com o golpe militar de 1964, foi preso várias vezes e passou um período na Europa e em Cuba. Cony deixou esposa e três filhos. Ele morreu por falência múltipla dos órgãos devido a complicações decorrentes de uma cirurgia a que foi submetido no dia 1º.

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