Sábado, 03 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 9 de junho de 2017
O presidente da República, Michel Temer, por meio de seus advogados, pediu nessa sexta-feira o arquivamento do inquérito que corre contra ele no STF (Supremo Tribunal Federal), no qual é investigado por suspeita de envolvimento nos crimes de corrupção e obstrução à Justiça.
Em petição assinada pelo advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira e endereçada ao ministro do STF Edson Fachin, a defesa afirma que as 82 perguntas enviadas pela PF (Polícia Federal) se desviaram do tema do inquérito e, por isso, o presidente da República não as responderá.
“Culto Ministro, todas as considerações acima possuem o condão de mostrar as razões que levaram o Sr. Presidente a não responder ao questionário feito. Sem embargo do sentimento de injustiça e do sofrimento pessoal e de seus familiares, permanece pronto a atender quaisquer demandas de Vossa Excelência e do Excelso Supremo Tribunal Federal, tendo e passando a certeza de que dará continuidade à obra a qual se propôs: Contribuir eficazmente para a construção da Nação dos nossos sonhos”, diz trecho da petição.
“Pelo exposto, em face da absoluta inanição de elementos probatórios mínimos a indicar o “fumus boni juris” necessário a lastrear a propositura de uma denúncia, requer-se a remessa dos autos ao E. Procurador-Geral da República para que Sua Excelência, na qualidade de titular da ação penal, e, especialmente, como fiscal do cumprimento da lei, promova o arquivamento do presente Inquérito, como expressão do ideal de Justiça!”, encerra o texto protocolado no inquérito do STF.
O prazo para a devolução das respostas terminou nessa sexta-feira às 17h. Os questionamentos foram entregues na segunda-feira, pela PF, às 16h30min, aos advogados de Temer, que inicialmente tinham um prazo de 24 horas para devolvê-los, de acordo com a corporação.
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