Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
Por Redação O Sul | 17 de fevereiro de 2026
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) reagiu, na noite de domingo (15), à forma como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi retratado pela escola de samba Acadêmicos de Niterói durante desfile realizado no Rio de Janeiro. A agremiação homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em sua apresentação na avenida.
No desfile, Bolsonaro apareceu em uma das alegorias representado como um palhaço atrás das grades e utilizando tornozeleira eletrônica com sinais de violação. A referência remete ao episódio ocorrido em novembro do ano passado, quando houve a revogação de sua prisão domiciliar após registro de descumprimento das condições impostas pela Justiça. A imagem exibida pela escola gerou repercussão nas redes sociais e entre apoiadores do ex-presidente.
Em publicação feita em sua conta no Instagram, Michelle comentou o episódio e saiu em defesa do marido. No texto divulgado, escreveu: “Só para registrar um fato histórico: quem foi preso por corrupção foi Luiz Inácio Lula da Silva. Isso é registro judicial, não opinião”. A mensagem foi compartilhada por apoiadores e também provocou reações de críticos nas plataformas digitais.
Com o samba-enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, a Acadêmicos de Niterói destacou a trajetória de Lula desde 1952, ano de sua chegada a São Paulo ainda na infância. O enredo abordou passagens da vida pessoal e política do presidente, enfatizando sua origem humilde, a atuação sindical e a chegada ao Palácio do Planalto. O ator e humorista Paulo Vieira interpretou Lula durante a apresentação, incorporando trejeitos e discursos associados ao presidente.
Lula não desfilou pela escola, mas acompanhou a apresentação diretamente da avenida. Ele esteve ao lado do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), que também marcou presença no evento. A participação do presidente, ainda que fora da alegoria principal, foi registrada por fotógrafos e transmitida pela imprensa.
Desde o anúncio do enredo, a possibilidade de Lula participar do desfile gerou debates, especialmente entre integrantes da oposição. Políticos de direita afirmaram que a presença poderia caracterizar promoção pessoal ou propaganda eleitoral antecipada, além de questionarem o uso de recursos públicos. Houve acionamentos judiciais para contestar a participação do presidente.
Neste ano, o governo federal destinou R$ 12 milhões às escolas do grupo especial do carnaval do Rio. A Acadêmicos de Niterói deve receber R$ 1 milhão pela participação. (Com informações do portal Metrópoles)
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