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Ciência Micróbios desconhecidos são achados na Estação Espacial Internacional

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Sua permanência a bordo da ISS pode durar até o primeiro semestre de 2022. (Foto: NASA)

Uma equipe de pesquisadores indianos e norte-americanos que trabalham com a Nasa (agência espacial norte-americana) acabaram de descobrir quatro cepas de bactérias que vivem em lugares diferentes na ISS (Estação Espacial Internacional) – três das quais eram, até agora, micróbios desconhecidos para a ciência.

Uma das cepas foi encontrada em um painel superior das estações de pesquisa do ISS, a segunda cepa foi encontrada na Cúpula, a terceira foi encontrada na superfície da mesa de jantar; e a quarta foi encontrado em um antigo filtro HEPA devolvido à Terra no ano de 2011.

Como foram parar lá?

Os astronautas da ISS cultivam pequenas quantidades de comida há muito tempo, então é comum que se encontre bactérias relacionadas a estas plantas vagando e se reproduzindo por lá.

Um dos quatro microrganismos foi identificado como uma espécie conhecida chamada Methylorubrum rhodesianum. Já as outras três foram sequenciadas e todas pertencentes à mesma espécie, que não foi identificada. Estas cepas foram batizadas IF7SW-B2T, IIF1SW-B5 e IIF4SW-B5. Os pesquisadores propuseram chamar a nova espécie de Methylobacterium ajmalii em homenagem a Ajmal Khan, um renomado cientista indiano.

Cultivo de plantas na ISS

Os microrganismos recém descobertos são muito resistentes e toleram facilmente as duras condições da ISS. Dessa forma, eles poderiam auxiliar no crescimento das plantas de forma mais sustentável.

Segundo a equipe de pesquisa, uma das cepas, a IF7SW-B2T, detém genes promissores relacionados ao crescimento das plantas, dentre eles um gene para uma enzima essencial para a citocinina, que promove a divisão celular em raízes e brotos.

Ainda há muito o que se analisar e descobrir sobre a diversidade microbiana da Estação Espacial Internacional. Cerca de 1.000 amostras já foram coletadas na ISS, mas ainda aguardam uma viagem de volta à Terra.

O estudo foi publicado na revista Frontiers in Microbiology.

Triângulo das Bermudas

Localizado entre Miami, Bahamas e Porto Rico, o Triângulo das Bermudas é um dos lugares mais misteriosos do planeta. Onde diversos de aviões e barcos desapareceram. E a partir de uma nova descoberta, a NASA tentou explicar as singularidades do enigmático local.

Segundo cientistas da agência espacial norte-americana, o campo magnético terrestre tem um ponto fraco “do tamanho dos Estados Unidos” que se localiza sobre a América do Sul e o sul do Oceano Atlântico.

O campo magnético da Terra tem um ponto fraco “do tamanho dos Estados Unidos” que fica sobre a América do Sul e o sul do Oceano Atlântico.

Essa irregularidade, conhecida como Anomalia do Atlântico Sul (AAS) ou “Triângulo das Bermudas do espaço” mais coloquialmente, é uma região que se localiza no ponto onde o campo magnético do planeta é mais fraco. Os pesquisadores da NASA garantiram que os satélites, quando passam por essa anomalia, são bombardeados com radiação “mais intensa do que em qualquer outro lugar em órbita”.

Isso significa que as partículas dos raios cósmicos solares não são retidas no Triângulo das Bermudas da mesma forma que em outras partes do planeta. Como resultado, os raios solares se aproximam até 200 quilômetros da superfície da Terra, em uma série de sondas na órbita baixa da Terra.

John Tarduno, professor de geofísica da Universidade de Rochester, explicou o fenômeno dizendo que naquela região, a menor intensidade do campo geomagnético acaba causando uma maior vulnerabilidade dos satélites às partículas energéticas, a ponto de poder causar danos à espaçonave ao passar pelo área.

Assim, os satélites que passam pelo Triângulo das Bermudas sofrerão maiores quantidades de radiação a ponto de ocorrerem danos devido a uma descarga ou arco elétrico, disse Tarduno.

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