Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 8 de março de 2019
O Dia Internacional da Mulher é celebrado hoje, 8 de março, com de protestos pelo fim da violência e pelo respeito aos direitos civis e sexuais, na Marcha Mundial das Mulheres. O ato está marcado para acontecer em mais de 40 cidades do país, sendo 17 destas, capitais. A militância também será defendida e praticada em outros países.
No Brasil, outro ponto levantado envolve a reforma da previdência. A proposta que pode ser aprovada pelo governo de Jair Bolsonaro prevê que, para que a mulher receba 60% do benefício, ela precisa se aposentar aos 62 anos de idade, com 20 anos de contribuição. Até então, a idade mínima é de 60 anos, com 15 anos de contribuição. No caso dos homens, a proposta não modifica a idade mínima, que segue em 65 anos, com os mesmos 20 anos de contribuição.
O tema em discussão mais preocupante se refere aos levantamentos de violência contra mulheres. Uma pesquisa do Instituto Patrícia Galvão, ressaltou que, a cada minuto, nova mulheres foram vítimas de agressão em 2018. Além disso, em 2017, o estudo “A Vitimização de Mulheres no Brasil” e do 12º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, registrou que, a cada nove minutos, uma mulher sofreu estupro, além dos 606 casos de lesão corporal dolosa registrados diariamente, enquadrados na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006).
Entre os números, outro dado preocupante mostra que mais de 40% dos homens acredita que as agressões físicas contra uma mulher decorreram de provocações dela ao agressor. Através de palestras, oficinas e reuniões, a Marca Mundial das Mulheres promoverá a discussão destes temas, incentivando o feminismo, os direitos iguais e uma educação não sexista.
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