Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 12 de julho de 2022
Plano das Forças Armadas será dividido em 8 etapas, que seguem fases do processo eleitoral, incluindo lacração das urnas e testes de autenticidade
Foto: ReproduçãoAs Forças Armadas preparam um plano de fiscalização paralela para as eleições deste ano. Depois de enviar mais de 80 questionamentos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o processo eleitoral e alegar que não tem obtido respostas, o Ministério da Defesa montou uma equipe de oficiais do Exército, da Marinha e da Aeronáutica com a missão específica de elaborar o roteiro inédito de atuação dos militares.
O plano vai além das sugestões de segurança das urnas eletrônicas encaminhadas ao TSE e coincide com recomendações do presidente Jair Bolsonaro (PL), que pressiona a Corte eleitoral politicamente, lançando suspeição, sem que haja provas, sobre a confiabilidade do sistema eletrônico de votação. Até agora, a participação dos militares no processo eleitoral se limitava à ajuda na logística para transporte de urnas.
A campanha à reeleição de Bolsonaro quer que as Forças Armadas promovam uma contagem de votos à margem da oficial, algo que os militares não haviam proposto originalmente. O PL, sigla do presidente, vai realizar uma auditoria privada, como defendem militares.
O plano de fiscalização das Forças Armadas será dividido em oito etapas, seguindo de perto todas as fases do processo eleitoral. Esses oito momentos passam pela lacração das urnas, pelos testes de autenticidade e integridade e pela verificação da totalização dos votos, na qual a contagem é comparada com os boletins de urna impressos. Numa dessas etapas, os militares pretendem cobrar da Corte que os equipamentos sejam submetidos a testes.
“Estamos com plano de ação para cada uma dessas oito fases, para que, na hora da fase propriamente dita, por exemplo, na lacração do sistema, estejamos presentes para perguntar, verificar, questionar os procedimentos e propor alguma coisa”, disse o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, em audiência na Câmara. Ele também sugeriu uma “auditoria posterior”, ao fim das eleições, mas alegou que a palavra final será sempre do TSE.
O Ministério da Defesa já avisou ao tribunal que terá um plano de fiscalização própria. Para concluir esse plano, porém, os militares solicitaram uma lista de informações técnicas ao TSE e reclamam que ainda estão sem resposta. São, ao todo, 12 pontos, que vão desde documentos relacionados às eleições passadas, de 2014 e 2018 – como boletins de urna, relatórios de equipamentos substituídos, comparecimento e abstenção em cada seção eleitoral –, até detalhes sobre o programa que seleciona, por sorteio, as seções eleitorais em que urnas eletrônicas serão submetidas aos testes de integridade e autenticidade.
Os militares pedem ainda informações técnicas sobre o funcionamento do “sistema vota”, o programa que coleta e apura os votos numa mesma seção eleitoral. Também solicitam dados sobre protocolos com argumento de que apenas querem aumentar a segurança do sistema que conta e totaliza os votos de todo o País.
Segundo o ofício da Defesa, essa demanda de “informações preparatórias” vai permitir o trabalho da Equipe das Forças Armadas de Fiscalização do Processo Eleitoral, nomeada pelo ministro. Ela é composta por dez oficiais das três Forças, chefiados pelo coronel Marcelo Nogueira de Sousa, do Exército.
O ministro da Defesa e o presidente do TSE, Edson Fachin, não se falam mais. Trocam apenas ofícios. Os militares sustentam que as informações requisitadas à Justiça Eleitoral são “fundamentais” para o plano de fiscalização. As Forças Armadas afirmam que atuam “estritamente na legalidade”, com base em resolução do TSE que, em dezembro do ano passado, as legitimou como “entidades fiscalizadoras” nas eleições de 2022. Também constam na lista partidos políticos, a Ordem dos Advogados do Brasil, o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal, a Controladoria-Geral da União e a Polícia Federal, entre outros.
O TSE confirmou ter recebido o ofício da Defesa. Segundo o tribunal, o prazo para as “entidades fiscalizadoras” manifestarem interesse em trabalhar nas eleições de outubro terminou no dia 8 de julho. Agora, a Corte vai apresentar um calendário de auditorias.
O tribunal descartou a adoção de sugestões ao pleito de 2022 que chegaram depois de janeiro, caso de parte das que foram enviadas pelas Forças Armadas. Essas, informou o TSE, “estão sendo analisadas para os próximos ciclos eleitorais”. “A Justiça Eleitoral reitera que sempre foi aberta às sugestões e no momento está cumprindo a legislação eleitoral e finalizando os ajustes finais para que os sistemas eleitorais rodem perfeitamente no pleito”, disse o TSE.
Pressão: Militares reiteram questionamentos
Comissão de Transparência das Eleições
O TSE criou, em setembro de 2021, a Comissão de Transparência das Eleições e convidou militares para integrar o grupo. Então ministro da Defesa, Braga Netto indicou como representante o general Heber Garcia Portella.
“Vulnerabilidades”
Em fevereiro, Jair Bolsonaro afirmou que os militares identificaram “mais de uma dezena de inconsistências” no sistema eleitoral adotado no Brasil. “Nosso pessoal do Exército buscou o TSE e começou a levantar possíveis vulnerabilidades. Foram levantadas várias, dezenas de vulnerabilidades”, disse o presidente.
“Péssima mistura”
Ministro do STF e do TSE, Luís Roberto Barroso disse, em abril, que as Forças Armadas “estão sendo orientadas” para desacreditar o processo eleitoral. O ministro da Defesa, Paulo Sérgio de Oliveira (foto), classificou a declaração como “irresponsável”.
Apuração paralela
Bolsonaro defendeu a apuração paralela das eleições pelas Forças. “Uma das sugestões é que seja feita uma ramificação para que tenhamos um computador das Forças Armadas para contar os votos.”
Questionamentos
Em maio foi mostrado que as Forças Armadas enviaram 88 questionamentos ao TSE sobre supostas fragilidades que, na visão dos militares, podem expor a vulnerabilidade do processo eleitoral.
“Forças desarmadas”
Presidente do TSE, Edson Fachin disse que quem cuida de eleições são as “forças desarmadas”.
Auditagem
No mês passado, as Forças Armadas pediram que seja facilitada a auditagem das urnas por partidos políticos. “A todos nós não interessa concluir o pleito sob a sombra da desconfiança dos eleitores”, afirmou o ministro da Defesa.
Testes públicos
As Forças insistem ainda numa reunião entre militares do Comando de Defesa Cibernética e técnicos da Justiça Eleitoral. “Não há sistema que não mereça aperfeiçoamento”, disse o general Paulo Sérgio.
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Vovô, não é golpe, é limpeza, tirar os ratos de esgotos criados pelo PT. Há vovô, o médico estrupador era militante do PT, e ai ?????
Os Militares ou Bolsonaro?
Ou Sera que Ven Golpé?
Sera Que dá Serto ?
O E Só Medo do Lula ?
Gazela do PT, cala esta tua boca!!
Está tudo sendo preparado para o golpe. A mesma urna que o elegeu, agora não é confiável. No que está virando nosso país. Vem um NOVO golpe aí. Com certeza, porque no voto não se elege. Como será que vão auditar? A pessoa vota e na saída vão perguntar em quem? Vão colocar duas urnas lado a lado para confirmar? Alguém vai assistir o voto? Sinceramente, estou perdendo as esperanças de dias melhores. Quem deveria nos defender decidiu ser contra.
Tecladista Flc, parece que roubo e corrupção é uma praga que acompanha todos os governos, até o atual que se apresentou como estar acima do bem e do mal e que gritava aos 4 ventos que não haveria corrupção. Concordo com vc a respeito das atribuições dos militares, além de ficarem no quartel. Mas lhe digo uma coisa: muito cuidado, o fanatismo político é algo muito preocupante, estamos presenciando todo o dia o que isto pode causar nas pessoas e mais cuidado ainda deves ter em agredir via redes sociais as pessoas que vc nunca viu e não conhece.
Errado, lugar de militar é garantir o cumprimento da Constituição, defesa da pátria, liberdade de seu povo, e não deixar bandidos condenados por roubo e corrupção estar no governo, quem gosta de ladrão e corrupto, é porque tem afinidades com este tipo de gente!!!
Lugar de militar é no quartel. Com certeza absoluta, não teremos a confirmação do eleito à presidência do país no mesmo dia da apuração. Tudo está arquitetado há muito tempo para desqualificar o TSE e garantir a reeleição do “mito” na marra. A pergunta que todo mundo está fazendo: caso seja vencedor, ainda mais por uma pequena diferença de votos, o “mito” vai exigir auditoria das urnas?
Isso aí amigo, vote no Lula que ele que é bom. Desviou R$ 8 trilhões com a lavajato, criou o mensalão, etc. Mas o ruim é os milico comprarem leite condensado. Bem pensado mesmo.
Militares cada dia estão mostrando sua ineficiência ( leite condensado, viagra, mais de 6 mil cc no governo e etc) . O q fazer para mostrar sua necessidade como corporação gigantesca para continuar ganhando dinheiro do povo e justificar sua existência? criar conspiração, inimigos internos, falar de situações sem ressonância na realidade, levantar suspeitas sobre instituições democráticas. É a sede de poder de certas categorias q se tornou infinita. Pior é o tiozão do pavê de domingo falando de 64 e afirmando q no meu tempo é q era bommmmmm kkklkk larguei de mão kkkkk
Para refletir: tanto o ministro Barroso como o ex-ministro Dirceu disseram publicamente que eleições (Poder) não se ganha, se toma. Ora, essa é uma afirmação altamente tendenciosa, irresponsável e que desperta enorme desconfiança no atual sistema eleitoral. Nada mais correto do que intensificar a vigilância para que as urnas eletrônicas não sejam fraudadas, independente de quais candidatos serão eleitos. A ausência de respostas do TSE às indagações das FFAA ou revelam o tradicional orgulho funcional dos seus ministros, ou omitem respostas que poderiam gerar a necessidade da referida vigilância.