Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 18 de novembro de 2015
Representantes da mineradora Samarco, cujos donos são a Vale e a anglo-australiana BHP, admitiram nessa terça-feira que há risco de rompimento nas barragens de Santarém e Germano, que ficam perto da que eclodiu no dia 5 deste mês em Mariana, na Região Central de Minas Gerais.
O gerente-geral de projetos estruturais da empresa, Germano Lopes, declarou que há perigo e que a companhia, para aumentar o fator de segurança, reduziu a ameaça com ações emergenciais. O diretor de operações e infraestrutura da mineradora, Kléber Terra, disse que o fator de estabilidade em Santarém é de 1,37, o que significa 37% acima do equilíbrio limite, que é 1.
Na de Germano, Terra afirmou que o dique Selinha tem índice de 1,22, o menor em todo o complexo. Segundo ele, o fator de segurança, fixado pela NBR 13028, é um número que mede o equilíbrio de uma estrutura.
Esta norma, conforme o diretor, prevê que, para construções em ponto normal de operações, o fator de segurança é 1,5, no mínimo. Em condições adversas, é admitido 1,3. De acordo com Lopes, índice igual a 1 indica que a estrutura está no limite. Lopes lembrou que quando se rompeu, a barragem de Fundão tinha fator 1,58. Segundo ele, o valor foi atestado por um laudo realizado em julho de 2015. (AG)
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