Sábado, 06 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 23 de setembro de 2025
A estatal acumula prejuízos bilionários diante do aumento das despesas e da queda das receitas.
Foto: ReproduçãoO secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo não “vê com bons olhos” a possibilidade de aportes diretos do Tesouro Nacional para socorrer financeiramente os Correios. A estatal acumula prejuízos bilionários diante do aumento das despesas e da queda das receitas.
“O Ministério da Fazenda, com a preocupação de ter empresa pública hígida, está disposto a ajudar. Mas não há nenhum encaminhamento sobre aporte do Tesouro Nacional”, disse Durigan, em entrevista coletiva sobre o Relatório Bimestral, que detalha previsões de receitas e despesas do Executivo.
Durigan destacou que o governo trabalha em duas linhas para tentar estancar as perdas. A primeira foi a troca no comando da estatal: na semana passada, o Conselho de Administração aprovou o nome do economista Emmanoel Schmidt Rondon para a presidência da empresa. A posse deve ocorrer ainda nesta semana.
Em paralelo, está em elaboração um plano emergencial para ser iniciado ainda em 2025, além de uma estratégia de médio e longo prazo. Segundo Durigan, banqueiros cobraram do governo prioridade no enfrentamento da crise durante reunião recente. “O governo tem interesse em dar suporte”, afirmou o secretário, relatando que ouviu apelos para que a estatal não fique “à deriva”.
O tema mais urgente neste momento é a renegociação de um empréstimo de R$ 1,8 bilhão contratado pelos Correios neste ano junto a um sindicato de bancos formado por BTG Pactual, Citibank e ABC Brasil. O objetivo da operação era dar fôlego ao caixa já debilitado da empresa.
O pagamento foi programado em seis parcelas mensais a partir de junho de 2026, mas o contrato possui cláusulas restritivas (chamadas de covenants) cujo descumprimento pode disparar a cobrança antecipada dos valores —entre elas, uma relacionada à ocorrência de eventos com impactos jurídicos ou judiciais.
Segundo três pessoas a par da situação da empresa, o forte aumento do custo com sentenças judiciais registrado no segundo trimestre de 2025 criou as condições para que a cláusula seja acionada. Isso criaria uma situação dramática para os Correios, pois o contrato autoriza os bancos a reterem valores que a empresa tem a receber. No limite, a companhia poderia ficar sem dinheiro em caixa para honrar obrigações correntes.
Dada a gravidade da situação, Durigan se reuniu na última terça-feira (16) com representantes do BTG Pactual e do Citibank, os dois bancos que lideram a operação, para discutir uma renegociação do contrato.
“Tive uma reunião com CEO de Citibank e do BTG. Os bancos apresentaram preocupação com a deterioração da situação financeira dos Correios, e o que eu disse é que o governo tem compromisso em dar todo o suporte necessário aos Correios, a começar pela troca pela diretoria e desenhar um plano de ação que seja consistente com esse desafio”, afirmou o secretário.
Os Correios registraram prejuízo de R$ 4,3 bilhões no primeiro semestre de 2025, três vezes maior que o de igual período de 2024. O rombo foi agravado no segundo trimestre, quando as perdas chegaram a R$ 2,6 bilhões — quase cinco vezes o registrado entre abril e junho do ano passado (R$ 553,1 milhões).
No primeiro trimestre, o resultado já havia sido negativo em R$ 1,7 bilhão, o pior início de ano desde 2017.
Entre janeiro e junho, a estatal acumulou R$ 3,4 bilhões em despesas administrativas, que incluem gastos com pessoal e precatórios. O montante representa alta de 74% em relação ao mesmo período de 2024. Parte do aumento se deve ao reajuste salarial concedido a mais de 55 mil funcionários e ao crescimento das dívidas judiciais.
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O lulopetismo conseguiu quebrar os Correios, que dava lucro no governo anterior…
Seita diabólica!
chama o churrasqueiro do lula de volta kkk
A corrupção conseguiu quebrar uma empresa que sequer possui concorrência. Isso só acontece em que governo mesmo? Bom, agora vão usar dinheiro dos nossos impostos para tapar os buracos de uma administração desastrosa e, depois, colocar a culpa no pai do Badanha, com certeza.