Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 27 de outubro de 2015
O Ministério da Fazenda quer criar uma faixa adicional de superávit primário no próximo ano, além da meta de economizar 0,7% do PIB (Produto Interno Bruto), o equivalente a 43,8 bilhões de reais, para pagamento da dívida pública em 2016. A economia extra seria formada por receitas extraordinárias previstas para este ano, mas que não se confirmaram pela demora na aprovação das medidas no Congresso ou condições adversas do mercado.
A equipe do ministro Joaquim Levy quer vender ao mercado a mensagem de que essa economia extra em 2016 seria uma contrapartida à piora do resultado de 2015, que vai registrar déficit por causa da queda nas receitas e do pagamento das pedaladas fiscais. Com isso, Levy espera convencer as agências Moody’s e Fitch, de classificação de risco, a não rebaixarem a nota brasileira, tirando do País o grau de investimento – a Standard & Poor’s já retirou o selo de bom pagador do Brasil.
Apenas três medidas previstas para este ano, mas que vão dar resultados só em 2016, podem contribuir com 26,4 bilhões de reais, gerando um superávit primário adicional de 0,4% do PIB. Essas medidas haviam sido propostas para garantir uma economia de pelo menos 0,15% do PIB em 2015, mas que não será mais atingida. São elas: regularização de ativos de brasileiros no exterior (11,4 bilhões de reais), refinanciamento de dívidas (10 bilhões de reais) e concessões e permissões de rodovias e portos (5 bilhões de reais). (Folhapress)
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