Quarta-feira, 24 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 7 de janeiro de 2023
O Ministério da Saúde anunciou neste sábado (7) a compra de 2,6 milhões de doses da vacina Coronavac, imunizante contra a covid-19 produzido pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.
De acordo com a pasta, foi assinado um aditivo para a compra de 750 mil doses. Outro contrato deverá ser assinado “nos próximos dias” para garantir o volume total de 2,6 milhões de doses.
Segundo nota divulgada pelo ministério, “as primeiras doses devem ser entregues na próxima semana e distribuídas a todos os estados e Distrito Federal para dar continuidade à vacinação de crianças de 3 a 11 anos”.
Desde 2020, o governo de Jair Bolsonaro (PL) demonstrou resistência na compra de vacinas do Instituto Butantan, espalhando desinformação sobre o produto por tratar-se de vacina desenvolvida na China.
Também pesava na postura do ex-presidente o fato de o padrinho da Coronavac ser o ex-governador de São Paulo, João Doria (PSDB), adversário político de Bolsonaro e que divergia do então presidente nas medidas de combate à pandemia.
Na sexta-feira, a nova secretária de Vigilância em Saúde do ministério, Ethel Maciel, afirmou não haver doses da vacina contra a covid para atender a faixa etária de 6 meses a 11 anos. De acordo com a secretária, o governo de Jair Bolsonaro (PL) deixou o grupo desabastecido.
Na nota divulgada neste sábado, o ministério reafirmou que “segue em tratativas com os laboratórios para garantir mais imunizantes para o público infantil o mais breve possível”. Na entrevista de sexta-feira, a secretária Ethel Maciel afirmou que faria reuniões com a Pfizer para tentar antecipar a entrega de doses das vacinas infantis.
De acordo com a secretária, o ministério tem 3,5 milhões de doses para receber da empresa americana para o público de 6 meses a 4 anos e outras 4,5 milhões de doses para o grupo de 5 a 11 anos. A ideia do ministério é negociar para que o volume seja entregue ainda em janeiro.
Reforço
Parte das doses pediátricas da Pfizer que chegarão no Brasil deve ser destinada para o reforço de crianças de 5 a 11 anos. O atual comando do Ministério da Saúde chancelou uma nota técnica feita no final da gestão passada, que liberou a aplicação da terceira dose neste público.
A orientação vale tanto para aqueles que completaram o esquema primário (duas doses) com o imunizante da Pfizer, quanto para os que receberam o ciclo inicial da CoronaVac.
De acordo com especialistas, a terceira dose é a que garante a proteção ideal contra casos de hospitalização e morte frente ao avanço de subvariantes da ômicron.
Até então, a terceira dose estava liberada para adolescentes e adultos a partir dos 12 anos.
Calendário
A secretária também ressaltou que a vacina contra a covid será incorporada ao calendário de rotina do Programa Nacional de Imunizações (PNI).
O aumento das coberturas vacinais é uma das principais metas da nova gestão, que vai reorganizar os fluxos de demanda junto aos estados e municípios para garantir que os imunizantes cheguem ao braço da população.
“Nós compreendemos a relação com o Conas e Conasems, que é de parceria. Não há relação hierárquica, ela é tripartite, onde os três entes da federação precisam se comprometer com as ações e estratégias do novo governo e da pasta da Saúde, que a ministra Nísia Trindade acaba de assumir”, destacou a secretária.
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