Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 4 de julho de 2016
Alvo da 31ª fase da Lava-Jato, o Consórcio Novo Cenpes pagou R$ 39 milhões em propina para conseguir um contrato na Petrobras, informou o procurador da República Julio Carlos Motta Noronha nesta segunda-feira (04). O grupo de empresas construiu o Cenpes (Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello), no Rio de Janeiro.
O conglomerado assinou, em 2008, o contrato para a construção do Cenpes. Segundo o MPF (Ministério Público Federal), R$ 18 milhões foram pagos para que a WTorre saísse da disputa. “Um contrato que começou com valor de R$ 850 milhões terminou com valor superior a R$ 1 bilhão”, disse o procurador da República.
Parte dos recursos desviados foi repassada para funcionários da Petrobras, da Diretoria de Serviços, além de operadores e agentes políticos ligados ao PT, segundo as investigações. Um dos alvos desta fase da Lava-Jato, batizada de Abismo, é o ex-tesoureiro do PT Paulo Adalberto Alves Ferreira, que está detido desde 24 de junho. Ele foi preso na Operação Custo Brasil, que investiga fraudes no crédito consignado de servidores públicos.
Segundo o MPF, Alexandre Romano, que é ex-vereador da cidade de Americana pelo PT, confessou ter repassado mais de R$ 1 milhão do Consórcio Nova Cenpes para o ex-tesoureiro do PT, por meio de contratos simulados. Conforme as investigações, o dinheiro desviado financiou escolas de samba, blog e familiares de Ferreira (AG)
Os comentários estão desativados.