Segunda-feira, 05 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 4 de março de 2016
A 24ª fase da Operação Lava-Jato investiga a relação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seus familiares com empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção na Petrobras. O MPF (Ministério Público Federal) e a PF (Polícia Federal) encontraram indícios de que Lula recebeu vantagens indevidas, como um apartamento e reformas em imóveis, além de doações e pagamentos por palestras via Instituto Lula e a empresa LILS Palestras, que pertence ao ex-presidente.
O MPF diz que o instituto recebeu de empreiteiras R$ 20 milhões em doações e que a LILS Palestras recebeu R$ 10 milhões entre 2011 e 2014. Investigadores querem saber se os recursos vieram de desvios da Petrobras e se foram usados de forma lícita. Parte do dinheiro foi transferida do Instituto Lula para empresas de filhos do ex-presidente, e o MPF apura se serviços foram de fato prestados.
“São realmente, que nós sabemos, [empresas] que caracterizavam o núcleo duro do cartel que dilapidou o patrimônio da Petrobras. Isso deve ser investigado com o aprofundamento das investigações”, disse o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, em entrevista em Curitiba (PR), nesta sexta-feira (04).
“Os favores são muitos e são difíceis de quantificar”, afirmou ele sobre a relação do ex-presidente com as empreiteiras. O MPF sustenta que 47% das palestras da LILS Palestras foram pagas por empreiteiras envolvidas na Lava-Jato: Camargo Corrêa, Odebrecht, UTC, OAS, Queiroz Galvão e Andrade Gutierrez. O procurador afirmou que a sede da empresa de palestras é a casa do ex-presidente. Cerca de 60% dos recursos que o Instituto Lula recebeu entre 2011 e 2014 também vieram dessas empresas. (AG)
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