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Política Ministério Público investiga se a polícia do Distrito Federal foi omissa durante os atos terroristas

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Cada região do país vai indicar um coronel da PM e um delegado do setor de inteligência para o núcleo. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) pediu nessa segunda-feira (9) informações sobre a atuação da polícia em Brasília antes e durante os ataques terroristas perpetrados por extremistas bolsonaristas às sedes dos Três Poderes.

As informações solicitadas pelo MPDFT referentes à invasão do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Palácio do Planalto dizem respeito às estratégias adotadas pelas autoridades, à quantidade de policiais em atividade durante os tumultos, sobre o momento da constatação da adoção de atos extremistas e quais medidas preventivas foram adotadas para coibir a ação dos terroristas.

Promotores foram designados para acompanhar o trabalho realizado pelas polícias civil e militar no Departamento de Polícia Especializada, na Direção-Geral da Polícia Civil e na Esplanada dos Ministérios.

Segundo o MPDFT, “esse acompanhamento continuará a cargo do Núcleo de Investigação e Controle Externo da Atividade Policial e pelas promotorias de Justiça criminais e militares”.

No último domingo (8), ao decretar a intervenção federal na segurança pública do DF, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a dizer que “houve incompetência, má vontade ou má fé” por parte da polícia da capital.

O Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) afirmou que a entidade trabalha “ininterruptamente nas investigações para descobrir os responsáveis pelos crimes ocorridos”.

O Ministério Público criou um canal de comunicação para receber denúncias sobre os incidentes deste domingo em Brasília, através do qual as pessoas podem enviar informações e conteúdo como fotos ou vídeos através do e-mail falecom@mpdft.mp.br.

Ibaneis Rocha

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a abertura de um inquérito para apurar se houve omissão do governador afastado do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) antes e durante a ocorrência dos atos terroristas perpetrados por radicais bolsonaristas em Brasília.

No total, dez subprocuradores-gerais da República pedem a investigação sobre a conduta do governador. Eles dizem haver fortes indícios de omissão por parte de Ibaneis e “inequívoca relevância penal” no caso. O pedido foi encaminhado ao Procurador-Geral da República, Augusto Aras.

Ibaneis foi afastado do cargo pelo prazo inicial de 90 dias por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O magistrado considerou que o governador teria sido conivente com os bolsonaristas radicais e ignorado apelos de autoridades para ampliar a segurança na Praça dos Três Poderes.

Horas após o início dos tumultos deste domingo, Ibaneis divulgou um vídeo pedindo desculpas ao presidente Lula pela violência em Brasília e anunciou a exoneração do secretário de Segurança do DF, o bolsonarista Anderson Torres, em uma tentativa de evitar ser responsabilizado pela inoperância das forças de segurança.

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Wilson Rodrigues Luz Rodrigues
10 de janeiro de 2023 15:41

É público e notório, que a policia do Distrito Federal foi omissa e conivente com os acontecimentos? Não existe nem contestação neste sentido. É só verificar as filmagens das Televisões que se tem toda certeza. Os fanáticos quebrando tudo, e os policiais tirando fotos dos colegas, nas fotos vemos um PM do sexo feminino fazendo um video, outro PM faxendo self junto com os colegas da PM, como se o que estava acontecendo fosse brincadeira de criança. Os policiais, ou seja 20 (vionte) policiais presente no ato de vandalismo, deveriam todos serem expulsos das Fileiras da POLICIA MILITAR do Distrito… Leia mais »

Adroaldo Mousquer
10 de janeiro de 2023 16:55

O cidadão multado por andar sem cinto fica indignado vendo a polícia federal protegendo motoristas que atravessaram caminhões e ônibus nas estradas. Quem deveria cumprir com seu dever parece que escolheu lado.

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