A convivência da ministra da Agricultura, Kátia Abreu, dentro do governo costuma se equilibrar na corda bamba. Agora, tende a balançar muito: o PT está propondo maior tributação do agronegócio como forma de salvar as contas da Previdência Social, diante das dificuldades em aprovar a CPMF. Outra medida que desagrada a ministra é a retirada de alguns incentivos fiscais do setor primário.
Kátia começou a carreira política exercendo mandato de deputada federal em 2000. Logo depois, assumiu a presidência da bancada ruralista no Congresso, que contava com 180 integrantes. Foi a primeira mulher a exercer o cargo.
Elegeu-se para novo mandato na Câmara dos Deputados em 2002 com a maior votação do Estado de Tocantins. Em 2006, chegou ao Senado. Em 2008, tornou-se presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.
Em 2011, foi escolhida líder do governo Dilma. Em dezembro de 2014, passou a ocupar o Ministério da Agricultura.
O PFL foi o seu primeiro vínculo. Migrou para o DEM, depois assinou ficha no PSD e agora está no PMDB. Nunca deixou de defender o latifúndio e os interesses do agronegócio. Motivos suficientes para deixar lideranças do PT inconformadas.
SUBINDO
Informação do Tesouro Nacional: em 2015, ano em que houve tentativa de ajuste fiscal, o governo gastou 115 bilhões de reais a mais do que o previsto no orçamento. Em 2014, o rombo fora de 17 bilhões. Em consequência, o total da dívida pública subiu para 2 trilhões e 793 bilhões de reais.
ESCORREGOU
Imagine-se uma obra de reforma agora no Palácio Piratini. Faltaria coragem.
O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, encontrou 2 milhões e 400 mil reais no orçamento para consertar a parte externa e também a piscina do Palácio das Laranjeiras, sede do Executivo do Rio de Janeiro.
A denúncia foi feita pelo Poder Judiciário, depois que Pezão atrasou o pagamento dos vencimentos de juízes e desembargadores.
FAÇAM O JOGO
A semana fechou com queda na cotação do dólar e a maior alta diária dos últimos 14 meses na Bolsa de Valores de São Paulo. As ações da Petrobras, as mais negociadas, também subiram. Ainda dizem que os cassinos são ilegais.
