Sábado, 03 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 4 de janeiro de 2019
A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, disse por meio de nota que foi constrangida por vendedor em loja de Brasília. Ela teria sido questionada se é menino ou menina por estar com uma roupa azul.
Por meio de sua assessoria de imprensa, declarou: “Como mulher e consumidora fui constrangida pelo vendedor na porta do provador onde experimentei uma roupa. Saí da loja não pelos questionamentos, mas porque deixei de ser atendida na compra”.
Depois de afirmar em vídeo que circulou pelas redes sociais na quarta-feira (2) que o Brasil estaria entrando em uma “nova era” em que “meninos vestem azul e meninas vestem rosa”, a ministra foi questionada por um vendedor do Brasília Shopping após entrar na loja vestindo, justamente, um tom de azul.
Em vídeo publicado por Thiego Amorim no Instagram na quinta (3), Damares aparece visivelmente irritada deixando o estabelecimento. Na sequência, ela também afirma ter se sentido constrangida com as perguntas do funcionário.
Após o episódio, Thiego publicou um novo vídeo afirmando: “A gente, negro, gay, favelado, seja o que for, não deve se calar nunca”. Ele ainda diz aguardar a visita do presidente Jair Bolsonaro na loja.
Vídeo
A ministra Damares Alves, da nova pasta da Mulher, Família e Direitos Humanos, apareceu em vídeo em que comemora uma “nova era no Brasil” e em que afirma “menino veste azul e menina veste rosa”.
Damares, que é advogada e pastora evangélica, repete a frase em coro com alguns apoiadores e é aplaudida pelo grupo. As imagens foram feitas na quarta-feira (2), dia em que ela participou de cerimônia de transmissão do cargo. “Atenção, atenção. É uma nova era no Brasil. Menino veste azul e menina veste rosa.”
A declaração despertou polêmica e gerou repercussão ao longo de quinta-feira (3). Celebridades, como o apresentador Luciano Huck, ironizaram o vídeo da ministra em postagens em redes sociais. Em seu perfil, a marca de chicletes Trident publicou imagens de seus produtos nas duas cores com a inscrição: “Você escolhe e Trident apoia a sua liberdade”.
Em entrevista na noite desta quinta, Damares afirmou que a declaração registrada no vídeo era uma metáfora e que não se arrepende do que disse. “Temos o outubro rosa, o novembro azul. Vamos estar respeitando a identidade biológica das crianças. E digo mais, podemos chamar menina de princesa e menino de príncipe no Brasil e não há confusão nisso”, afirmou.
A transmissão de cargo na quarta-feira ocorreu em auditório lotado por ativistas que gritavam “aleluia” e “glória a Deus”. Damares tomou posse e fez um discurso emocionado em que disse que não haverá mais “doutrinação ideológica” de crianças e adolescentes.
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