Quarta-feira, 05 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 3 de dezembro de 2015
O ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, afirmou, na noite desta quarta-feira (02), que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), lança mão de “chantagem” para manter seu mandato. Na tarde desta quarta, Cunha anunciou que autorizou a abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
“A decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, de deflagrar processo de impeachment contra Dilma revela o desespero de quem, confrontado com acusações de suspeitas de corrupção, está disposto a lançar mão de todo e qualquer meio, incluindo a chantagem e a violação das regras democráticas, para salvar seu mandato e satisfazer seus interesses”, postou Wagner no Facebook.
Cunha é alvo de um processo de investigação no Conselho de Ética da Câmara acusado de ter mentido à CPI da Petrobras ao afirmar que não possui contas no exterior. Documentos enviados pelo Ministério Público suíço ao Brasil indicam que o parlamentar é o beneficiário de dinheiro movimentado em contas no país europeu.
O despacho do peemedebista autorizando a abertura do impeachment de Dilma ocorreu no mesmo dia em que a bancada do PT na Câmara anunciou que vai votar pela continuidade do processo de cassação de Cunha no Conselho de Ética.
“A presidenta Dilma não possui contas na Suíça e não está sendo acusada ou investigada por atos ilícitos. Ela foi eleita legitimamente, em eleições limpas e justas pelo povo brasileiro”, disse o ministro. “De cabeça erguida e empregando todos os meios legais e legítimos disponíveis, nosso governo lutará para demonstrar a fragilidade jurídica dessa manobra irresponsável e inconsequente. Confiamos na independência e na solidez de nossas instituições. O Brasil é maior e mais forte do que Eduardo Cunha”, concluiu. (AG)
Os comentários estão desativados.