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Geral Ministro da Casa Civil, Rui Costa pressiona Correios a fazer demissões e presidente da estatal decide deixar o cargo

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Empresa acumula 12 trimestres de prejuízos; primeiro semestre de 2025 encerrou com saldo negativo de R$ 4,3 bilhões. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos, já preparou uma carta para entregar a Lula (PT) colocando o cargo à disposição. O mandato dele vence em agosto, e o presidente teria que reconduzi-lo ao posto. Fabiano relatou a diretores da empresa que está sob forte pressão da Casa Civil para implantar na empresa um plano de reestruturação com o fechamento de agências por todo o País.

A meta seria economizar cerca de R$ 1 bilhão, além dos R$ 800 milhões que os Correios devem deixar de gastar com o Plano de Demissão Voluntária (PDV) em andamento.

O PDV deve desligar cerca de 4.000 funcionários. O fechamento de agências, pelos cálculos de Fabiano feitos aos diretores, pode implicar na demissão de entre 8 a 10 mil funcionários.

O atual presidente da empresa rejeita demissões no momento em que a empresa abre agências em comunidades pobres — só no Rio, foram mais de 50 favelas contempladas.

Questionado, o ministro Rui Costa afirma, por meio de sua assessoria, que nunca defendeu a demissão em massa de funcionários. A interlocutores, ele diz que prega, na verdade, a racionalização dos gastos.

Os Correios tiveram um prejuízo de R$ 2,6 bilhões no ano passado. A empresa credita o rombo às mudanças de regras de importação sobre compras internacionais, conhecidas como “taxa das blusinhas”.

Ainda assim, é cobiçado por partidos como o União Brasil. Mesmo com prejuízo, a empresa conseguiu um empréstimo no Banco do Brics e implantará um plano de investimentos de R$ 5 bilhões nos próximos anos.

Trabalhadores dos Correios reagiram à notícia de que a Casa Civil está pressionando o presidente da empresa, Fabiano Silva, a demitir funcionários e vender parte do patrimônio da estatal.

Na terça-feira (1º), a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (FENTECT) emitiu uma nota criticando o governo e responsabilizando o ministro Rui Costa.

Segundo a FENTECT, a pressão é uma “tentativa covarde de sacrificar milhares de pais e mães de família em nome de acordos políticos espúrios”. Para a entidade, caso haja colapso do sistema postal, a responsabilidade será de Costa.

“Avisamos, de forma direta: a responsabilidade por um eventual colapso no serviço postal e logístico brasileiro, e pelo desgaste político que atingirá o presidente Lula em 2026, será exclusivamente do ministro Rui Costa, que prefere perseguir trabalhadores com demissões a defender empresas estratégicas para o país”, diz a nota. As informações são do jornal O Globo e do site Metrópoles.

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