Segunda-feira, 05 de janeiro de 2026
Por Redação O Sul | 4 de janeiro de 2026
O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, afirmou em pronunciamento que integrantes da equipe de segurança de Maduro, assim como “cidadãos inocentes”, morreram durante a operação dos EUA na madrugada de sábado.
Ele acusou as forças norte-americanas de “assassinarem a sangue-frio”, sem informar o número de mortos, suas identidades ou outros detalhes.
Padrino declarou que “o presidente e a primeira-dama estão sequestrados” e exigiu sua “rápida libertação”. Ele afirmou ainda que Maduro é “o autêntico e genuíno líder constitucional” da Venezuela.
Mais cedo, o o jornal The New York Times informou que um complexo de apartamentos foi atingido e que houve ao menos 40 vítimas — embora não esteja claro se são civis ou alvos militares. A BBC não conseguiu verificar essas informações de forma independente.
Maduro e sua esposa devem fazer sua primeira aparição em um tribunal federal nesta segunda-feira (5).
O comparecimento será principalmente de caráter processual e marca o início do que pode ser uma batalha judicial que se estenda por anos.
A audiência está marcada para começar às 12h (às 14h no horário de Brasília) no Tribunal Distrital dos Estados Unidos em Manhattan.
O casal comparecerá diante do juiz distrital Alvin K. Hellerstein, indicado ao cargo pelo então presidente Bill Clinton.
Maduro foi denunciado em um processo criminal por tráfico de drogas que o governo federal dos EUA vem conduzindo há 15 anos, período no qual Maduro figura como réu há seis deles.
Hellerstein supervisiona o caso há mais de uma década e também atuou em outros processos de grande repercussão.
Ainda não está claro exatamente quantas pessoas ficaram feridas ou morreram quando os Estados Unidos realizaram sua operação militar na Venezuela, nas primeiras horas da madrugada de sábado.
Mas, um dia depois, as consequências são evidentes para os moradores.
Casas na cidade de Catia La Mar, perto de Caracas, capital da Venezuela, ficaram danificadas e destruídas, segundo a agência de notícias Reuters.
Jonatan Mallora, mototaxista, e seu vizinho Angel Alvarez, vendedor ambulante, disseram à Reuters que acordaram no sábado quando as explosões começaram em sua comunidade.
“Foi pura sorte eles não terem matado meus filhos”, afirma Mallora. Ele e seus dois filhos adultos escaparam ilesos.
Já Alvarez contou à Reuters que não sabia o que fazer ao ouvir o barulho ensurdecedor das explosões. “Estamos vivos por um milagre”, disse. (Com informações do portal BBC News)