Quarta-feira, 07 de janeiro de 2026
Por Redação O Sul | 3 de janeiro de 2026
O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, afirmou nesse sábado (3) que ataques dos Estados Unidos atingiram áreas urbanas em todo o país com mísseis e foguetes disparados de helicópteros de combate. Mais cedo, o presidente americano, Donald Trump, anunciou ataques de “grande escala” e disse que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa, foram “capturados” durante a operação.
O ministro insistiu que o país resistirá à presença de tropas estrangeiras em território venezuelano. “Esta invasão representa a maior afronta que o país já sofreu”, acrescentou.
Durante a madrugada, explosões foram ouvidas na Venezuela, incluindo em sua capital, Caracas. O regime Maduro decretou estado de emergência, acusou os Estados Unidos de “agressão militar” e responsabilizou o governo Trump pelos ataques.
Em comunicado, o governo da Venezuela instou os cidadãos a se levantarem contra o ataque e afirmou que Washington corre o risco de afundar a América Latina no caos com um ato “extremamente grave” de “agressão militar”. “Todo o país deve se mobilizar para derrotar essa agressão imperialista”, disse o regime.
Em entrevista divulgada no dia 1º Maduro havia mostrado interesse em negociar um acordo com os Estados Unidos para o combate do narcotráfico. Apesar do tom conciliatório, o chavista voltou a afirmar que o plano dos EUA é forçar uma mudança de poder em Caracas para ter acesso a recursos naturais venezuelanos, como o petróleo.
“O que eles buscam? É evidente que buscam se impor por meio de ameaças, intimidação e força”, alegou Maduro, acrescentando mais tarde que os dois países deveriam começar “a conversar seriamente, com dados em mãos”.
A pressão sobre o governo venezuelano começou em em agosto, quando os EUA elevaram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão de Nicolás Maduro. À época, o governo norte-americano reforçou a presença militar no Mar do Caribe.
Inicialmente, a Casa Branca afirmou que a mobilização militar tinha como objetivo combater o narcotráfico internacional. Com o tempo, autoridades americanas passaram a dizer, sob anonimato, que o objetivo final seria derrubar o governo Maduro.
Trump e o presidente venezuelano chegaram a conversar por telefone em novembro. No entanto, segundo a imprensa americana, os contatos terminaram sem avanços, já que Maduro teria demonstrado resistência em deixar o poder.
No mesmo mês, os EUA classificaram o Cartel de los Soles como organização terrorista. O governo americano acusa Maduro de liderar o grupo.
Ainda em novembro, a imprensa internacional informou que os EUA estavam prestes a iniciar uma nova fase de operações relacionadas à Venezuela.
Além disso, de acordo com o jornal The New York Times, os Estados Unidos têm interesse em assumir o controle das reservas de petróleo venezuelanas, consideradas as maiores do mundo.
Nas últimas semanas, militares americanos apreenderam navios petroleiros da Venezuela. Trump também determinou um bloqueio contra embarcações alvos de sanções e acusou Maduro de roubar os EUA. Com informações da Revista Veja e do portal G1.