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Política Ministro da Defesa de Lula afirma que “recorreu” a Bolsonaro para se aproximar dos comandantes das Forças Armadas

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Ainda de acordo com Múcio, Bolsonaro telefonou em seguida aos comandantes.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Ainda de acordo com Múcio, Bolsonaro telefonou em seguida aos comandantes. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, afirmou em entrevista na segunda-feira (10) que recorreu ao ex-presidente Jair Bolsonaro para que fosse recebido pelos então comandantes das Forças Armadas após o resultado da eleição presidencial de 2022.

“A primeira dificuldade foi ser recebido pelos comandantes [das Forças Armadas]. Foi quando eu recorri ao presidente Bolsonaro, meu colega de muitos anos, sempre tivemos uma relação muito boa. E falei a ele: ‘Sou o novo ministro da Defesa e queria que você me ajudasse a fazer uma transição tranquila. Vai ser bom para o novo governo, vai ser bom para o seu governo, que está terminando’”, disse Múcio em entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura.

Ainda de acordo com o ministro, Bolsonaro telefonou em seguida aos comandantes. No entanto, Almir Garnier Santos, da Marinha, teria se recusado a receber Múcio por “birra política”.

“Mas teve uma coisa curiosa. Ele [Garnier Santos] não foi passar o cargo, a posse foi entre 10h e 11h, mas ele foi para o nosso almoço, com todo mundo junto. Foi uma coisa acho que mais por ‘birra política’. Não me recebeu em hipótese nenhuma”, relatou Múcio.

O advogado de Jair Bolsonaro, Celso Vilardi, disse à CNN que pretende incluir trechos da entrevista do ministro da Defesa, José Múcio, ao programa Roda Viva na defesa do ex-presidente, caso ele seja denunciado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Para quem está dando um golpe, fazer a transição é incompatível”, disse Celso Vilardi.

Ainda segundo o advogado, as datas são importantes.

“O plano de assassinar autoridades era do dia 15 e esse encontro de Múcio com Bolsonaro aconteceu antes disso, entre os dias 8 e 9 (de dezembro). As falas de Múcio contradizem de forma clara o relatório da PF”, disse o advogado.

Questionado sobre sua vontade de deixar o governo Lula, sinalizada no final do ano passado, Múcio relembrou seus primeiros dias no cargo de ministro da Defesa e disse acreditar que “a fase mais complicada já passou”.

“O início foi péssimo. Do dia 8 de janeiro [de 2023] até abril, eu me senti órfão, porque a direita [estava] zangadíssima pelos militares não terem aderido ao golpe, e a esquerda muito zangada porque achava que os militares tinham criado aquele golpe”, declarou Múcio.

“Na realidade, nós devemos a eles [os militares] não termos tido o golpe do dia 8. Passou a fase mais difícil, nós atravessamos, passou um ano, no segundo ano eu já tinha sinalizado [a vontade de deixar o governo] ao presidente”, acrescentou.

Apesar disso, segundo Múcio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reiterou que o governo enfrentava uma fase difícil e que sua continuidade na Defesa era imprescindível. Além de Lula, os comandantes das Forças Armadas também teriam demonstrado o desejo de que Múcio seguisse na Esplanada dos Ministérios.

Indagado sobre se permanecerá até o final do governo, Múcio afirmou em tom descontraído: “Isso é outra história. Vamos atravessar o ano primeiro.”

 

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Vanderlei Ochoa
12 de fevereiro de 2025 10:23

Os marginais quase conseguiram dar um golpe . Mas para isso tem que ter inteligência, coisa que falta muito nessa direita golpista asquerosa .

Vanderlei Ochoa
12 de fevereiro de 2025 16:35

Chiru Éder. Em 64 aconteceu o golpe porque o exército atendeu ao pedido de meia dúzia de gente que protestava nas ruas, exatamente como os protestos de meia dúzia de caras vestidos de verde amarelo atualmente. Só que desta vez, o exército não caiu no papo furado dos golpistas, sacou? Chiru Éder.

Jorge Schröder
12 de fevereiro de 2025 11:05

Nunca vi um golpe onde o golpista ajuda ao seu opositor a assumir… Estão de piada.

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