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Política Ministro da Fazenda admite que minerais críticos e terras raras pode entrar na negociação do tarifaço

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Medida de Trump deve entrar em vigor nesta quarta

Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Haddad avalia que há mais apoio para aprovar as medidas de corte de gastos, que poderiam totalizar em torno de R$ 20 bilhões. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nessa segunda-feira (4) que um acordo de cooperação sobre minerais críticos e terras raras pode ser firmado com o governo dos Estados Unidos como parte da negociação sobre o tarifaço americano. A medida está prevista para entrar em vigor nesta quarta-feira (6).

Em entrevista à BandNews, ao ser questionado sobre eventuais pontos que podem ser levados à mesa de negociação, Haddad citou os minerais, que são essenciais para produção de baterias elétricas e setor de inteligência artificial.

“Temos minerais críticos e terras raras. Os Estados Unidos não são ricos nesses minerais, podemos fazer acordos de cooperação para produzir baterias mais eficientes”, disse.

Os Estados Unidos estão interessados em realizar acordos com o Brasil em torno dos chamados minerais críticos e estratégicos, como lítio, nióbio e terras raras.

Mais cedo, Haddad afirmou que o plano de contingência traçado pelo governo para ajudar empresas e setores afetados pelo tarifaço de Trump sobre produtos brasileiros exportados para os EUA está pronto. A intenção do Palácio do Planalto é anunciar o plano de mitigação até quarta-feira, a data marcada para as tarifas entrarem em vigor.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, que vem liderando as negociações com os EUA também disse que o plano está pronto e adiantou que ele envolve crédito em condições especiais e compras governamentais.

Segundo Haddad, é possível que outros produtos, além dos que já apareceram na lista de exceções do decreto de Trump, também sejam poupados do tarifaço americano até esta quarta. Ele reiterou que o governo seguirá na mesa de negociações, mas que não haverá acordo caso os o governo americano insista com os termos que estão postos atualmente.

“Eu creio que alguma coisa ainda pode acontecer (novas exceções) até o dia 6. Pode acontecer, mas estou dizendo que não trabalhamos com data fatídica, não vamos sair da mesa de negociação, até que possamos vislumbrar um acordo, que precisa de interesses em comum. Nesses termos, o Brasil, evidentemente, não vai fazer um acordo, porque não tem o menor sentido na taxação que está sendo imposto ao país”, afirmou.

Diferente do que aconteceu em outros países, a taxação brasileira foi justificada também por fatores políticos, neste caso, o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).

O governo brasileiro enfrenta uma semana decisiva na negociação em torno da taxação de 50% sobre produtos brasileiros anunciada pelos Estados Unidos na última semana. Alguns setores como, suco de laranja e aviação civil ficaram de fora (mais de 700 setores no total). A medida entra em vigência nesta quarta-feira.

Apesar das declarações de Haddad, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitem serem muito remotas as chances de um alívio na taxação de 50% anunciada a importações do país e correm para fechar os últimos detalhes do pacote de socorro a empresas afetadas.

 

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Marcos Alves
5 de agosto de 2025 11:05

Ué, mas onde fica aquele discurso de soberania nacional sobre “nossos” recursos naturais, já estão abaixando as calças?!

Carlos Santana
5 de agosto de 2025 14:00

Enquanto tivermos um bêbado semianalfabeto no governo, estaremos à deriva. E as hienas úteis felizes: comendo merda e dando risada.

Apolônio Chuwats
5 de agosto de 2025 16:58

Já abriram as pernas a esquerda visa grana e quando avista a possibilidade de tirar proveito próprio negocia mesmo comdiscurso de “a soberanis não está a venda”

Vanderlei Stefani
5 de agosto de 2025 19:09

Haddad defende Pix como ‘moeda soberana brasileira’ e resiste a pressões dos EUA. Sistema usado por 76% da população simboliza inovação e autonomia financeira do Brasil sob Lula.

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