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Economia Ministro da Fazenda diz que Lula vai “até as últimas consequências” no caso do Banco Master e nega “operação abafa”

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao lado de Lula. (Foto: Reprodução)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou que o presidente Lula (PT) determinou que o governo vá “às últimas consequências” nas investigações do escândalo do Banco Master. Ele afirma que a possibilidade de o governo federal estar envolvido em uma “operação abafa” junto com o Congresso e o Judiciário, como já ventilado, é nula.

“Eu acompanho em detalhes esse assunto, dadas as suas proporções e impactos”, diz o ministro.

“Desde que Lula foi informado das proporções avassaladoras do caso, de bilhões, ele determinou que a investigação fosse técnica, mas que avançasse até as últimas consequências”, segue o ministro.

Haddad afirma que Lula mantém a postura com todos os seus interlocutores, “do Judiciário, do Banco Central, do Ministério da Justiça e da Polícia Federal”.

Afirma ainda que o presidente “não tem medo de nada”, e que, sob seu comando, todo o governo adota a mesma postura.

Contas públicas

Em outra frente, o ministro Fernando Haddad, da Fazenda, disse nessa sexta-feira (6) que o governo Jair Bolsonaro (PL) promoveu uma “espécie de estupro das contas públicas, uma coisa alucinada.” Para o chefe da equipe econômica de Lula 3, o PT deveria tirar proveito e explicar o que foi herdado da gestão anterior.

“(São) Eles que têm que temer discutir economia com a gente, porque eles não tem argumento para defender o que eles fizeram, não tem”, disse, em evento durante as comemorações dos 46 anos do PT, em Salvador (BA).

Na avaliação de Haddad, a estratégia do governo Bolsonaro era deixar uma armadilha que inviabilizasse a gestão Lula, repetindo um argumento que tem defendido em entrevistas, o de que a atual situação fiscal deficitária são consequência de uma “herança maldita” da gestão anterior.

Ele citou a flexibilização de acesso ao BPC (Benefício de Prestação Continuada), a postergação do pagamento de precatórios, o aumento de repasses ao Fundeb (Fundo de Manutenção da Educação Básica) e o reajuste do Auxílio Brasil (programa depois incorporado ao Bolsa Família), que não estavam no Orçamento.

O relato de Haddad quanto ao quadro em 2023, quando assumiu a Fazenda, serviu também de ponte para uma defesa da política econômica de sua pasta desde então, que por diversas vezes foi alvo de críticas dentro do PT. Haddad era acusado de promover um “austericídio”.

Medidas como a PEC da Transição e depois a lei complementar que criou o arcabouço fiscal foram, segundo o ministro da Fazenda, necessárias para evitar a total paralisia do governo ainda no primeiro ano de gestão.

“Vejo muitas pessoas legitimamente questionando. Estou dizendo que podemos discutir, mas foi o acordo possível para você superar o teto de gastos, que já tinha sido desmoralizado”, afirmou. “E a gente substituiu com um Congresso no qual a gente tem, se tanto, 30% dos votos, e tinha que ter uma votação expressiva, quórum qualificado.” As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

 

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