Quarta-feira, 17 de junho de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Alta dos juros: ministro da Fazenda ainda culpa Campos Neto, ex-presidente do Banco Central

Compartilhe esta notícia:

O Copom decidiu por unanimidade elevar a taxa básica de juros.

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O Copom decidiu por unanimidade elevar a taxa básica de juros. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

O ministro da Fazenda Fernando Haddad afirmou na quinta-feira (20) que o Banco Central (BC) tem a obrigação de fazer a inflação cair e está buscando uma meta exigente. Segundo ele, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva fará a sua parte para o controle de preços.

O chefe da equipe econômica isentou o atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, pelo choque de juros dado pela autoridade monetária e disse que a nova cúpula tem uma herança da gestão anterior, do ex-presidente Roberto Campos Neto, para administrar.

“Você não pode, na presidência do Banco Central, dar um cavalo de pau depois que assumiu [o cargo]. Isso é uma coisa muito delicada. Um novo presidente, com os novos diretores, eles têm uma herança a administrar, mais ou menos como eu tive uma herança a administrar em relação ao Paulo Guedes”, disse Haddad.

Na quarta-feira (19), o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu por unanimidade elevar a taxa básica de juros (Selic) em um ponto percentual, de 13,25% para 14,25% ao ano, mesmo nível atingido durante a crise do governo de Dilma Rousseff (PT).

No comunicado, o colegiado do BC sinalizou que os juros vão continuar subindo na próxima reunião, em maio, e que pretende fazer uma nova alta de menor intensidade. Apesar da indicação, evitou se comprometer com um ritmo específico de ajuste.

“Nós queremos uma inflação cada vez mais comportada, sabendo que, quando ela sai da banda, o Banco Central tem que tomar providência para trazê-la para o patamar convencionado com o Conselho Monetário Nacional [colegiado formado pelos ministros da Fazenda e do Planejamento e pelo presidente do BC]”, afirmou Haddad.

“Acredito muito que a equipe do BC vai fazer o trabalho corretamente para trazer a inflação [para meta] e nós vamos fazer a nossa parte”, acrescentou. “São metas sempre exigentes, mas que nós temos que buscar.”

O alvo central perseguido pelo BC é 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Isso significa que a meta de inflação é considerada cumprida se oscilar entre 1,5% (piso) e 4,5% (teto).

No cenário de referência do Copom, a projeção de inflação para este ano teve um leve recuo de 5,2% para 5,1%, mas ainda bastante acima do teto da meta. Para o terceiro trimestre de 2026 –período hoje na mira do BC–, a estimativa caiu marginalmente de 4% para 3,9%.

Desde o início do ciclo de alta de juros, em setembro de 2024, já foram cinco aumentos consecutivos. Em dezembro, além de subir a Selic em um ponto percentual, o Copom prometeu mais duas altas da mesma intensidade nas reuniões seguintes, em janeiro e março. Agora, concretizou a estratégia traçada.

“Na última reunião de dezembro, ainda sob a presidência do antigo presidente do Banco Central, que foi nomeado por [Jair] Bolsonaro e ficou dois anos além do mandato do Bolsonaro na presidência do Banco Central, você contratou, como dizem, três aumentos bastante pesados na Selic”, disse Haddad.

A piora nas expectativas de inflação tem dificultado o processo de convergência da inflação à meta. No radar dos economistas está a preocupação com a política fiscal expansionista do governo Lula.

Em meio à queda de popularidade do presidente, foram apresentadas medidas de estímulo à economia, como o novo consignado privado para trabalhadores do setor privado e a liberação do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

No caso da proposta de ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 por mês, há temor pela resistência do Congresso à proposta de compensação apresentada pelo Executivo de cobrar um imposto mínimo dos ricos.

Haddad disse também não acreditar na necessidade de uma recessão da economia para a queda da inflação no Brasil. “Acho que você consegue administrar a economia de maneira a crescer de forma sustentável sem que a inflação saia do controle”, afirmou. (Folhapress)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

6 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Marcos Freitas
21 de março de 2025 01:07

Só falta dizer que a culpa é dos Estados Unidos Opressores, iguazinho o cumpanheiro Maduro sempre faz.

Did Dlc
21 de março de 2025 11:27

Continua se enganando babão do descondenado.

Vanderlei Ochoa
21 de março de 2025 09:59

Brasil melhorando a cada dia. Povo vai acabar reconhecendo. Milhões de empregos. PIB acima do esperado. Programas sociais inclusivos. Dólar em baixa e bolsa subindo. Inflação sob controle . Bem diferente da previsão que a direita golpista fazia. Direita golpista afirmava que se Lula ganhasse a eleição, Brasil viraria uma Venezuela. Erraram feio. Perderam manés.

Fabiano Coitinho
21 de março de 2025 11:35

A única herança do Paulo Guedes foi o dinheiro em caixa que foi deixado para esse governo gastar…

Jorge Schröder
21 de março de 2025 11:37

Faz parte da intenção do Governo atual, o descontrole financeiro do país, esta desordem serve ao sistema que se quer implantar de socialismo absolutista… São requisitos de implantação do regime para se perpetuar no poder como a destruição da família, a desqualificação da religião, o culto ao absurdo das minorias, a dependência do estado para sobrevivência e a estatização dos setores produtivo. . Dai cria estas Narrativas para ir mais fundo nas suas intenções…São canalhas que não fazem nada sem uma intenção escusa por traz. Fornecem com uma mão à uns o que tomam dos outros, basta ver as inúmeras… Leia mais »

Hudson De Azevedo
21 de março de 2025 12:25

Por que o LULA não reclama mais do Presidente do BACEN a cada aumento da Selic? A narrativa mudou?

Saiba como solicitar o empréstimo consignado para trabalhadores CLT
Após incêndio, aeroporto de Londres será reaberto completamente neste sábado
Pode te interessar
6
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x