Segunda-feira, 02 de novembro de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Ministro da Fazenda nega que o governo esteja avaliando tabelar os juros

Compartilhe esta notícia:

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Durigan negou que exista uma reunião prevista entre Lula e Lara Resende para discutir as propostas. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não está avaliando propostas para tabelar a taxa básica de juros (Selic) ou utilizar as reservas internacionais para conter a desvalorização do real. As declarações foram feitas em meio à repercussão de ideias apresentadas pelo economista André Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real, que defende mudanças na condução das políticas monetária e fiscal do País.

Durigan negou que exista uma reunião prevista entre Lula e Lara Resende para discutir as propostas. Segundo o ministro, também não há negociação interna para estabelecer limites à taxa Selic. A manifestação busca afastar especulações sobre uma possível mudança na orientação econômica do próximo mandato presidencial.

“Nenhuma dessas ideias como tabelamento de juros está na mesa do presidente”, afirmou Durigan. O ministro também descartou o encontro com o economista. Ele explicou que diferentes especialistas se colocaram à disposição para contribuir com discussões sobre a economia, mas não existe uma agenda específica com Lara Resende.

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, também afirmou que a proposta não está em discussão no governo. Segundo ele, a equipe econômica trabalha com transparência e previsibilidade, sem considerar as mudanças sugeridas pelo economista.

A repercussão começou depois que ganhou força a possibilidade de Lula ouvir especialistas com propostas alternativas para enfrentar o problema fiscal brasileiro. Lara Resende defende que o elevado endividamento público está relacionado principalmente ao custo dos juros, e não apenas ao volume de despesas primárias do governo.

Em artigo publicado em setembro, o economista propôs a criação de um Conselho Fiscal e Monetário Nacional (CFMN), que teria a atribuição de estabelecer objetivos conjuntos para as políticas fiscal e monetária. A ideia seria substituir a atual separação entre as duas áreas por um mecanismo de coordenação de metas de médio prazo.

Na proposta, a taxa Selic ficaria limitada a uma faixa estabelecida entre a meta de inflação e o crescimento nominal potencial da economia. Considerando uma inflação de 3% e um crescimento real potencial próximo de 2,5%, o teto ficaria em torno de 5,5% ao ano. Lara Resende defende que a taxa básica, atualmente em 13,75%, poderia ser reduzida gradualmente para aproximadamente 7,5% em um período de 12 meses.

O economista argumenta que os juros elevados aumentam o custo de financiamento da dívida pública e dificultam o equilíbrio das contas. Também defende que as reservas internacionais poderiam ser utilizadas para evitar movimentos abruptos de desvalorização do real, outra possibilidade que Durigan afirmou não estar sendo considerada.

A discussão ganhou dimensão política depois que a ex-ministra Gleisi Hoffmann compartilhou o artigo de Lara Resende nas redes sociais. Ela classificou o texto como importante para enfrentar o que chamou de “ofensiva terrorista sobre a política fiscal brasileira”. A manifestação foi interpretada como um sinal de apoio às ideias do economista e ampliou as dúvidas sobre a orientação econômica do próximo governo.

Nessa segunda-feira (2), o ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli, que coordenou o programa de governo de Lula durante a campanha eleitoral, também manifestou apoio à proposta. Ele defendeu a criação de um mecanismo mais amplo de coordenação entre as políticas monetária e fiscal, argumentando que o conflito entre os objetivos das duas áreas precisa ser enfrentado.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, por sua vez, criticou as especulações sobre possíveis mudanças na política econômica e afirmou que somente Durigan fala oficialmente pelo governo sobre o assunto.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

4 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
ochoavanderlei@gmail.com
2 de novembro de 2026 20:33

ESTADISTA LULA no comando

César
2 de novembro de 2026 19:10

Olha o Dilma 2 aparecendo no Lula 4. E a EXTREMA ESQUERDA aplaude todas as M_RDAS do Painho.

vanderlei stefani
2 de novembro de 2026 20:58
Responder para  César

Olha um discípulo do ladrão 22 👆

César
2 de novembro de 2026 21:02
Responder para  vanderlei stefani

Olha a VANDECA Sindicalista, colocando as guampas pra fora do buraco. De ladrão TU pode falar de camarote. Basta ler os possíveis Ministros do TEU Painho. Pobre Brasil.

Inteligência artificial detecta tipo mais grave de infarto e localiza artéria bloqueada com alta precisão
Estratégia de Trump para o Brasil seguirá sendo um presente para a China
Pode te interessar
4
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x