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Política Ministro da Justiça de Lula recebe visto dos Estados Unidos para participar da Assembleia-Geral da ONU em Nova York

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Itamaraty diz apelar a todas as partes para que respeitem o Direito Internacional. (Foto: Divulgação/MRE)

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, obteve o visto de entrada nos Estados Unidos, o que lhe permitirá integrar a comitiva brasileira durante a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), na próxima semana, em Nova York (EUA).

O ministro deve acompanhar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na viagem. A Assembleia-Geral está prevista para ocorrer entre 22 e 24 de setembro. O visto de Lula para o evento está regular.

Na segunda-feira (15), o Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores) havia informado que parte dos vistos da delegação brasileira estava em “processamento”. Apesar da proximidade da assembleia, a diplomacia entende que há tempo hábil para obter os documentos.

Internamente, a avaliação no Itamaraty é que a situação requer atenção, mas que até o momento não há razão para alarde. O Palácio do Planalto ainda não fechou a lista final de quem vai integrar a comitiva.

Em Nova York, ao ser questionado pela imprensa sobre o assunto, o porta-voz do secretário-geral, Stéphane Dujarric, disse que a situação da delegação brasileira é preocupante e que espera que os vistos sejam liberados.

O porta-voz acrescentou que o acordo dos Estados Unidos com as Nações Unidas prevê que o país facilite as viagens de quem tiver compromissos na organização.

Lewandowski e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, estavam entre as autoridades que aguardavam a autorização do governo americano. Segundo fontes, o titular da Justiça foi informado que o visto foi concedido.

Padilha, por sua vez, afirmou que não está “nem aí” para a possibilidade de não ter a sua entrada nos Estados Unidos autorizada pelo governo de Donald Trump.

Cancelamentos 

No mês passado, os Estados Unidos cancelaram o visto da mulher e da filha, de 10 anos, de Alexandre de Padilha. O visto do ministro não foi cancelado porque já estava vencido.

Padilha comandava o Ministério da Saúde em 2013, quando foi criado o programa Mais Médicos. Recentemente, o Departamento de Estado dos EUA revogou vistos de funcionários do governo brasileiro ligados ao programa.

Foram revogados os vistos de Mozart Julio Tabosa Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, e Alberto Kleiman, ex-assessor de Relações Internacionais do ministério e atual coordenador-geral para COP30, a Conferência do Clima da ONU, que acontecerá em Belém (PA) em novembro.

O anúncio das sanções foi acompanhado de uma postagem da embaixada americana em Brasília, atribuída à Agência para as Relações com o Hemisfério Ocidental.

No texto, o Mais Médicos é descrito como “um golpe diplomático que explorou médicos cubanos, enriqueceu o regime cubano corrupto e foi acobertado por autoridades brasileiras e ex-funcionários da Opas (sigla da Organização Panamericana da Saúde)”.

O cancelamento de vistos também atingiu ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em julho, os EUA revogaram a permissão de entrada no país de Alexandre de Moraes (seus familiares imediatos) e outros sete membros da Corte.

Ficaram de fora das sanções apenas os ministros André Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux. Na mesma ocasião, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, também teve o visto suspenso.

Ao anunciar a medida, Marco Rubio, secretário de Estado do governo Donald Trump, que cuida das relações dos Estados Unidos com os outros países, disse que Trump deixou claro que o governo norte-americano responsabilizará estrangeiros responsáveis pela censura de expressão protegida nos Estados Unidos.

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