Sexta-feira, 28 de Fevereiro de 2020

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Política Ministro da Saúde diz que a abstinência sexual não pode ser a única política de combate à gravidez precoce

"A mensagem do comportamento responsável é válida", destacou Mandetta

Foto: José Cruz/Agência Brasil
"É um ato de negligência, é um ato de violência contra aquela criança. A gente tem que cuidar da infância", disse o ministro Mandetta. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Responsável pela pasta que irá bancar a propaganda do governo federal de combate à gravidez precoce, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, diverge da colega Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) sobre qual deve ser o foco da campanha.

Para ele, a pregação de que os adolescentes devem pensar duas vezes antes de transar é ineficaz e não pode ser a única política de enfrentamento do problema. Damares tem defendido a abstinência sexual como principal lema da ação.

“A mensagem do comportamento responsável é válida. É uma vida, é o afastamento da escola. Mas não se pode minimizar a discussão e dar ênfase só para isso. É um problema complexo. Tenho apostado muito em informar as consequências porque acredito que esse seja um ponto essencial para a conscientização”, disse o ministro em entrevista à Coluna Painel.

“As campanhas falarem sobre isso [iniciação sexual tardia], eu não vejo problema. O que não pode é que essa seja a nossa única política. Não pode ser nem a única, nem a principal”, declarou.

Mandetta afirmou ainda que questões religiosas não devem pautar a discussão.

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