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Política Ministro da Saúde diz que limitou a vacinação de adolescentes contra o coronavírus por cautela com eventos adversos

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"O Ministério da Saúde pode rever a posição desde que haja evidência científica sólida", destacou Queiroga

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Barsil
Ministro da Saúde lembrou que o Brasil chegou à marca de 100 milhões de pessoas vacinadas com as duas doses de uma vacina anti-Covid ou com um imunizante de dose única. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Barsil)

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta quinta-feira (16) que a decisão de restringir a vacinação contra o coronavírus de adolescentes apenas aos grupos prioritários (deficiência permanente, comorbidades e privados de liberdade) em todo o País tem relação com a falta de evidências científicas consolidadas sobre o benefício da imunização para essas pessoas.

“O Ministério da Saúde pode rever a posição desde que haja evidência científica sólida. Por enquanto, por questão de cautela, temos eventos adversos a serem investigados, temos adolescentes que tomaram vacinas que não estavam recomendadas, temos que acompanhar”, informou o ministro.

Queiroga citou que mais de 3,5 milhões de adolescentes já foram vacinados no Brasil de forma “intempestiva”, ou seja, sem a autorização do Plano Nacional de Imunizações, que previa a aplicação apenas entre os grupos prioritários dessa faixa etária a partir de 15 de setembro. Segundo ele, 1,5 mil adolescentes apresentaram eventos adversos, o que representa 0,042% do total.

“Não é um número grande, mas temos que ficar atentos”, ressaltou. A maioria dos eventos adversos (93%) ocorreu no público que tomou vacinas sem autorização para uso em adolescentes. No Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) liberou, em junho, a aplicação da Pfizer em pessoas a partir de 12 anos sem restrições.

Queiroga esclareceu que os adolescentes sem comorbidades que já tomaram a primeira dose não devem tomar a segunda. Como parte dos argumentos para o recuo na previsão de vacinar todos os adolescentes, Queiroga citou a decisão do Reino Unido de não vacinar todas as pessoas da faixa etária entre 12 e 15 anos.

A recomendação britânica foi tomada com base em um efeito colateral raríssimo provocado pela vacina da Pfizer: uma inflamação no coração chamada de miocardite. O governo do Reino Unidos disse que vai aguardar mais estudos.

Por outro lado, o próprio ministro da Saúde brasileiro admitiu que já há indicações de que o risco de miocardite associado à Covid-19 é maior do que o associado à vacinação com os imunizantes que usam a tecnologia mRNA.

A Anvisa afirmou, em julho, que acompanhava os relatos de miocardite, sobretudo nos mais jovens após a segunda dose, mas esclareceu que mantinha a recomendação da imunização com a vacina da Pfizer. Na mesma época, a OMS (Organização Mundial da Saúde) afirmou que os casos eram raros e que os benefícios superavam os riscos.

Grupo autorizado

Na quarta-feira (15), o Ministério da Saúde publicou uma nota informativa para avisar que retirou os adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades da lista de vacinação. Agora, a vacinação deve ficar restrita a três perfis específicos nessa faixa etária: adolescentes com deficiência permanente, adolescentes com comorbidades e adolescentes que estejam privados de liberdade.

A nota contraria outro texto publicado pela pasta em 2 de setembro, que recomendava a vacinação para todos os adolescentes a partir do dia 15 deste mês.

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6 Comentários
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Paulo Ricardo Menegaz
18 de setembro de 2021 14:02

Cezar Roldão Schuaste
Sabichão não, médico há 27 anos.
E terceiro aluno da turma, não destes que o Valmir está elogiando.

Cezar Roldão Schuaste
17 de setembro de 2021 18:36

Noooooosaa , então tu é o sabichão hemmmm ,

Paulo Ricardo Menegaz
17 de setembro de 2021 01:09

Se um dos 1,5 mil que tiveram complicações fosse teu filho o discurso muda.
São vacinas experimentais e complicações como doenças auto imunes levam muito tempo para ocorrerem e são graves.
Não tem nenhum local para relato e acompanhamento das complicações.
Eu vi 3 tromboses, 2 vasculites, 1 diabetes auto imune e eritema nodoso pós vacina.

Valmir Endruweit
16 de setembro de 2021 19:54

Esse é mais um fiho da put…do governo genocida, o cara não entende de absoutamente nada de medicina ou de infectoogia, é mais um daquees médicos absurdos do Brasil.

Valmir Endruweit
17 de setembro de 2021 14:07

O que um filho da p…não faz para manter seu carguinho no governo, Deus deveria criar um vírus específico para políticos corruptos e genocidas, exterminar esses vagabundos do planeta que são verdadeiros enviados do capeta.

Marcelo Bendhack
18 de setembro de 2021 19:31

Medicina deve der decidida e conduzida de acordo com os conhecimentos que são adquiridos diariamente. Existe uma dinâmica e que deve ser considerada. Este comentário não é político. Ele está para o bem da Medicina e da população. Saudações cordiais aos leitores deste jornal que muito considero, Marcelo Bendhack.

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