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Saúde Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga diz que seu ministério não tem nada a temer com a CPI da Pandemia

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Segundo Queiroga, o Brasil já tem estruturada e planejada como será a campanha nacional que dará continuação a imunização em 2022. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que completa um mês no cargo, declarou que não teme as investigações da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Pandemia. “Minha preocupação é com CTI, não com CPI. Não há o que temer. O Ministério trabalha com transparência e está à disposição para prestar eventuais esclarecimentos”, afirmou ele em entrevista ao jornal O Globo.

Questionado sobre qual a principal dificuldade em um mês de gestão, Queiroga disse: “A prioridade número 1 é implementar campanha ampla de vacinação. O Brasil tem um programa nacional de vacinação reconhecido internacionalmente. Essa é a grande ferramenta para que consigamos levar vacinas ao povo brasileiro. Desde maio de 2020, o governo trabalha forte na área de pesquisa, a Unifesp, em parceria com a Universidade de Oxford, pesquisou a vacina que hoje chamamos de AstraZeneca, com segurança e efetividade. Posteriormente, houve acordo para produção dessa vacina na Fiocruz, que é uma instituição do Ministério da Saúde. Também fizemos acordo com a AstraZeneca para transferência de tecnologia para que o Brasil possa produzir vacinas sem a necessidade de IFA (ingrediente farmacêutico ativo) vindo de fora. Além da Fiocruz, o Brasil tem o Instituto Butantan produzindo vacinas, que são importantes para o PNI (Programa Nacional de Imunização). Então, a dificuldade é a própria pandemia, que assola o País há mais de um ano. Temos que unir esforços com objetivo único e exclusivo de pôr fim à pandemia. A Covid é uma doença que fará parte do rol de patologias e doenças que afetam a população, mas, quanto ao caráter pandêmico, temos esperança, que é a vacinação da população”.

Kit intubação

Queiroga afirmou na quarta-feira (21) que a pasta vai realizar um pregão nacional e internacional para tentar normalizar os estoques de medicamentos do chamado kit intubação, usado em pacientes nas unidades de terapia intensiva.

De acordo com o ministro, o pregão será na modalidade sem fixação de preços. Queiroga explicou que o ministério já fez ações junto a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) para a aquisição desses insumos, mas que o procedimento não é rápido e que decidiu fazer um pregão no intuito de conseguir os medicamentos em um prazo mais curto.

“Ocorre que esse tipo de ação não é rápida a chegada desses insumos. Isso demora, no mínimo, cerca de 40 dias para chegar, o que tem tese é insuficiente para atender a demanda momentânea”, disse o ministro durante coletiva.

O ministro disse ainda que o ministério deve receber até o final do mês 1,1 milhão de medicamentos do kit intubação (formado basicamente por analgésicos, bloqueadores neuromusculares e sedativos) doados por empresas e que também espera a chegada de doações de outros países, como a Espanha.

“A Vale já nos doou dois milhões desses itens que foram distribuídos para estados e municípios. E ainda há 1,1 milhão [para receber], sendo que 900 mil chegam na próxima semana e 200 mil na primeira semana de maio”, disse. “A Espanha vai doar 80 mil itens desse kit de intubação com previsão de chegada na próxima semana”, acrescentou Queiroga.

Ao fazer um balanço das ações do ministério para resolver a demanda por itens para intubação, Queiroga disse que, na sua avaliação, o cenário é de tendência de estabilização das internações e óbitos, ainda que em um patamar elevado.

“Minha opinião é que a fase mais crítica em relação a kits de intubação e do oxigênio, nós estamos muito próximos de vencer”, afirmou. As informações são do jornal O Globo e da Agência Brasil.

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