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Mundo Ministro das Relações Exteriores do Brasil diz que América Latina vive momento “delicado” e pede ação conjunta

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“A separação nos torna mais vulneráveis a ações desagregadoras. Juntos, fortalecemos nossas sinergias”, afirmou. (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que a América Latina e o Caribe vivem “uma das conjunturas mais delicadas de sua história” e defendeu uma resposta conjunta dos países da região diante dos desafios globais. A declaração foi feita durante a reunião de chanceleres da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), em Bogotá.

No discurso, o chanceler brasileiro criticou episódios recentes de interferência externa na região e afirmou que o retorno a esse tipo de prática não é solução para os problemas atuais. Segundo ele, desafios como migração, crime transnacional e mudanças climáticas exigem cooperação entre os países e não podem ser enfrentados de forma isolada.

“O histórico de intervenções externas na América Latina e no Caribe, com os seus nefastos resultados, não deixa dúvida: o retorno a esse passado não é a resposta aos desafios do presente”, afirmou.

Vieira também criticou respostas que classificou como “unilaterais” e defendeu maior articulação regional. Segundo o ministro, soluções para os problemas enfrentados pelos países devem ser construídas com base no diálogo e na cooperação.

Durante a fala, o chanceler reiterou a posição do Brasil contrária a bloqueios unilaterais e reafirmou o apoio ao povo cubano. Ele também destacou que a América Latina e o Caribe se consolidaram, ao longo das últimas décadas, como uma zona de paz e cooperação.

O ministro defendeu ainda o fortalecimento da CELAC como espaço de articulação política da região, especialmente em um momento de aumento das tensões globais. Para ele, a integração regional é fundamental para evitar a vulnerabilidade dos países diante de pressões externas.

“A separação nos torna mais vulneráveis a ações desagregadoras. Juntos, fortalecemos nossas sinergias”, afirmou.

Vieira também ressaltou a importância de ampliar o diálogo com outras regiões, como África, China e União Europeia, e defendeu a criação de mecanismos para dar continuidade a essas iniciativas.

Nos bastidores, Mauro Vieira tem assumido papel cada vez mais relevante na condução da política externa do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo fontes diplomáticas, o chanceler tem ampliado seu protagonismo em agendas estratégicas e na articulação regional, especialmente em fóruns multilaterais como a CELAC.

Ao final do discurso, o chanceler reafirmou o compromisso do Brasil com o multilateralismo e com o fortalecimento das Nações Unidas. Ele também mencionou o apoio do país à candidatura da ex-presidente do Chile Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral da ONU. (Com informações do portal CNN Brasil)

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