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Política Ministro do Supremo, Dias Toffoli, esteve em resort na virada de Ano Novo, quando ofereceu uma festa a centenas de convidados no local; convidados não pagaram pelo consumo

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O resort Tayayá fica em Ribeirão Claro, no Paraná. (Foto: Reprodução)

A última vez que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, esteve no resort Tayayá foi na última virada de Ano Novo, quando ofereceu uma festa a centenas de convidados no local. Toffoli, foi procurado por meio da assessoria do STF, mas não se posicionou até a publicação desta reportagem.

O Estadão se hospedou nos dias 22 e 23 deste mês no hotel. Uma funcionária contou à reportagem que os convidados do ministro levaram a própria bebida, como champanhe e vinho.

Ainda segundo ela, os pedidos no bar do resort eram cortesia. Normalmente, a cobrança é feita por uma pulseira que os hóspedes recebem quando fazem o check-in. O item possui um chip, possibilitando que o pedido seja registrado diretamente na conta da reserva.

“Aqui quando cobra, a gente passa na pulseirinha. Mas deles não. Eles só pedem e a gente entrega”, afirmou ela, acrescentando que na festa o drinque mais pedido foi piña colada. O resort não respondeu ao questionamento do Estadão sobre o consumo liberado para Toffoli e seus convidados.

A funcionária contou ainda que Toffoli e seus familiares ficam em uma área à parte quando vão aos restaurantes do resort. O ministro costuma se hospedar em uma área mais exclusiva, o condomínio Ecoview. Uma cota da casa, que dá direito a quatro semanas de hospedagem por ano, custa R$ 750 mil.

A reportagem abordou outros funcionários durante a estadia no resort. Eles eram simpáticos, mas ficavam nervosos quando o nome de Toffoli era mencionado. Àquela altura, diversas matérias sobre o resort e o ministro do STF já haviam sido veiculadas pela imprensa, inclusive pelo Estadão.

Uma empresa administrada por dois irmãos de Toffoli chegou a ter 33% do Tayayá. A Maridt Participações S/A deixou a sociedade no ano passado, quando vendeu o que restava de sua participação ao advogado Paulo Humberto Barbosa.

Antes da venda, a Maridt já havia vendido, em 2021, uma fatia da sua participação ao fundo Arleen, que era controlado pelo empresário Fabiano Zettel. Ele é cunhado de Daniel Vorcaro, ex-presidente do banco Master investigado pelo STF por fraude na gestão financeira. O ministro Toffoli é o relator do caso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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