Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 26 de janeiro de 2026
A última vez que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, esteve no resort Tayayá foi na última virada de Ano Novo, quando ofereceu uma festa a centenas de convidados no local. Toffoli, foi procurado por meio da assessoria do STF, mas não se posicionou até a publicação desta reportagem.
O Estadão se hospedou nos dias 22 e 23 deste mês no hotel. Uma funcionária contou à reportagem que os convidados do ministro levaram a própria bebida, como champanhe e vinho.
Ainda segundo ela, os pedidos no bar do resort eram cortesia. Normalmente, a cobrança é feita por uma pulseira que os hóspedes recebem quando fazem o check-in. O item possui um chip, possibilitando que o pedido seja registrado diretamente na conta da reserva.
“Aqui quando cobra, a gente passa na pulseirinha. Mas deles não. Eles só pedem e a gente entrega”, afirmou ela, acrescentando que na festa o drinque mais pedido foi piña colada. O resort não respondeu ao questionamento do Estadão sobre o consumo liberado para Toffoli e seus convidados.
A funcionária contou ainda que Toffoli e seus familiares ficam em uma área à parte quando vão aos restaurantes do resort. O ministro costuma se hospedar em uma área mais exclusiva, o condomínio Ecoview. Uma cota da casa, que dá direito a quatro semanas de hospedagem por ano, custa R$ 750 mil.
A reportagem abordou outros funcionários durante a estadia no resort. Eles eram simpáticos, mas ficavam nervosos quando o nome de Toffoli era mencionado. Àquela altura, diversas matérias sobre o resort e o ministro do STF já haviam sido veiculadas pela imprensa, inclusive pelo Estadão.
Uma empresa administrada por dois irmãos de Toffoli chegou a ter 33% do Tayayá. A Maridt Participações S/A deixou a sociedade no ano passado, quando vendeu o que restava de sua participação ao advogado Paulo Humberto Barbosa.
Antes da venda, a Maridt já havia vendido, em 2021, uma fatia da sua participação ao fundo Arleen, que era controlado pelo empresário Fabiano Zettel. Ele é cunhado de Daniel Vorcaro, ex-presidente do banco Master investigado pelo STF por fraude na gestão financeira. O ministro Toffoli é o relator do caso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!