Sábado, 14 de fevereiro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Ministro Dias Toffoli teve histórico de divergência com a Polícia Federal no caso do Banco Master, de perícia a operação; entenda

Compartilhe esta notícia:

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), deixou nessa quinta-feira (12) a relatoria de investigações relativas ao Banco Master. (Foto: Antonio Augusto/STF)

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), deixou nessa quinta-feira (12) a relatoria de investigações relativas ao Banco Master. A decisão foi tomada após o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, entregar ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, informações do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que incluem menções ao ministro Dias Toffoli.

Após receber o material da PF, o presidente do STF encaminhou o documento para o ministro responder se há conflitos de interesse em sua atuação como relator da investigação do Master na Corte. O tema foi discutido em reunião com os demais ministros da Corte.

Acareação

Houve desentendimento quando da acareação realizada em dezembro de 2025 entre o empresário Daniel Vorcaro e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, seguida do depoimento do diretor de fiscalização do BC, Ailton Aquino.

A delegada da PF que conduziu os depoimentos, Janaína Palazzo, e o juiz auxiliar do gabinete de Toffoli, Carlos Von Adamek, divergiram sobre a condução das oitivas. O juiz auxiliar entregou à delegada uma lista de perguntas de Toffoli que deveriam ser feitas, ao que Palazzo divergiu e afirmou que caberia à PF conduzir os interrogatórios. Adamek, então, ligou ao ministro do STF, que determinou à delegada que fizesse as perguntas da lista como se fossem dele.

A Ailton Aquino, diretor de fiscalização do Banco Central, a delegada formulou duas perguntas da lista de Toffoli. Uma delas, sobre eventuais novas medidas a serem tomadas em relação ao Master após a liquidação extrajudicial, não foi respondida por Aquino. O procurador-geral do BC, Cristiano Cozer, que acompanhava Aquino, pediu a palavra e disse que a pergunta era “especulativa” e “vaga”.

Provas

Em 14 de janeiro, o ministro Toffoli voltou a proferir uma decisão controversa: determinou que todos os materiais apreendidos durante a segunda fase da Operação Compliance Zero, ocorrida no mesmo dia, fossem “lacrados” e “acautelados” nas dependências do STF.

A segunda fase da Compliance Zero apreendeu 39 celulares, 31 computadores e 30 armas durante o cumprimento de mandados. Entre os alvos, estavam o banqueiro Daniel Vorcaro, seu cunhado, o investidor e pastor evangélico Fabiano Zettel, e o investidor Nelson Tanure. Na ocasião, Zettel chegou a ser detido quando estava em um aeroporto com destino a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Quando da decisão de armazenas as provas no STF, investigadores da PF envolvidos na apuração relataram ao jornal O Globo que a decisão poderia gerar risco de perda de provas relevantes, já que celulares e dispositivos eletrônicos poderiam ser apagados remotamente.

Em seguida, ainda em 14 de janeiro, o ministro Dias Toffoli autorizou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) fizesse a extração e a análise de todo o material apreendido na operação envolvendo o banco Master.

No dia seguinte, o ministro indicou que quatro peritos da PF poderiam ter acesso às provas em análise feita com o apoio da Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável pelo material.

A PF realizou a extração de dados de telefones, inclusive o de Vorcaro, com o uso de dois programas — um israelense e um americano — que conseguem quebrar a senha dos dispositivos e acessar boa parte dos arquivos, embora não sua totalidade. As informações são do jornal O Globo.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Senadores saem da Polícia Federal e do Supremo sem garantir acesso a dados sigilosos do Banco Master
Ministros do Supremo reconhecem “plena validade dos atos” de Dias Toffoli na relatoria do caso do Banco Master
Deixe seu comentário
Verificação de Email

Você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Pode te interessar
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x