Quarta-feira, 08 de Abril de 2020

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Brasil Ministro do STJ suspende prisão do filho de Pelé

Edinho foi condenado a 12 anos por lavagem e associação ao tráfico; com decisão, ele deverá aguardar julgamento definitivo em liberdade. (Foto: Reprodução)

O ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Antonio Saldanha suspendeu nesta quarta-feira (1º) a prisão do ex-goleiro do Santos Edson Cholbi do Nascimento, o Edinho, filho de Pelé.

Com a decisão, Edinho deverá aguardar em liberdade o julgamento definitivo do habeas corpus pelo próprio STJ.

A decisão do ministro suspende a determinação do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) que, no último dia 23, mandou prender o ex-atleta.

Na ocasião, o TJ-SP julgou recurso da defesa do ex-goleiro contra a condenação dele por lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas.

O TJ-SP condenou Edinho, mas reduziu a pena dele de 33 anos e 4 meses de reclusão para 12 anos e 10 meses, em regime fechado. O ex-jogador estava esperando o julgamento da apelação em liberdade.

Caso

Edinho foi preso pela primeira vez em 2005 (detido com outras 17 pessoas) acusado de ligação com uma organização de tráfico de drogas comandada por Naldinho, na Baixada Santista. Após seis meses em prisão provisória, o ex-atleta foi solto com liminar em habeas corpus concedida pelo  STF (Supremo Tribunal Federal).

Em janeiro de 2006, o ex-goleiro teve a prisão decretada com o aditamento da denúncia, que passou a incluir o crime de lavagem de dinheiro. Edinho obteve o direito de permanecer em liberdade por causa de uma decisão do STJ. Em fevereiro, o Ministério Público denunciou o ex-goleiro por lavagem de dinheiro, o que resultou em uma nova prisão, 47 dias após conseguir a liberdade.

Depois disso, a Justiça vinha negando com frequência os pedidos de liberdade feitas por Edinho.

Condenação

Em 30 de maio de 2014, o ex-goleiro foi condenado pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação ao tráfico de drogas por decisão da juíza Suzana Pereira da Silva, auxiliar da 1ª Vara Criminal de Praia Grande.

Edinho, então, foi preso em 7 de julho daquele ano por não ter apresentado o passaporte dele à Justiça, uma das exigências para permanecer em liberdade até a decisão final da Justiça. Posteriormente, a defesa de Edinho conseguiu um habeas corpus para liberar o cliente.

Em novembro do mesmo ano, o ex-goleiro foi detido no Fórum de Praia Grande, após cumprir a medida cautelar que exigia que ele comparecesse mensalmente em juízo e registrasse a rotina. Edinho foi solto no dia seguinte. A Justiça acatou o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa.

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