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Política Ministro do Supremo André Mendonça suspende julgamento de ação que contesta monitoramento do governo sobre parlamentares e jornalistas

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Julgamento no plenário virtual do Supremo Tribunal Federal começou na sexta-feira

Foto: Isac Nóbrega/PR
Mendonça pediu vista, ou seja, mais tempo para analisar os casos. (Foto: Isac Nóbrega/PR)

Um pedido de vista do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu o julgamento da ação que questiona o monitoramento e a produção de relatórios, por parte do governo, sobre atividades de parlamentares e jornalistas em redes sociais.

O caso começou a ser julgado na sexta-feira (04) no plenário virtual, formato de deliberação em que os ministros apresentam seus votos diretamente no sistema do tribunal, sem a necessidade de uma sessão presencial ou por videoconferência. Com o pedido de vista, não há prazo para que o julgamento seja retomado.

A ação foi apresentada pelo Partido Verde, que apontou que o monitoramento fere liberdade de expressão, da manifestação do pensamento e do livre exercício profissional.

Ao Supremo, a Secretaria de Governo da Presidência da República, responsável pela Secom, afirmou que a contratação de empresas para o serviço de monitoramento acontece desde 2015.

Relatora defende a proibição

A relatora do caso, a ministra Cármen Lúcia, disse que a prática adotada pelo governo é inconstitucional e votou para que o Supremo proíba a Secretaria Especial de Comunicação Social do governo de elaborar os dados.

Em seu voto, Cármen Lúcia afirmou que a prática representa desvio de finalidade, além de afrontar os princípios da impessoalidade, da moralidade e ao direito fundamental de livre manifestação do pensamento.

A ministra disse ainda ser preciso assegurar a liberdade de manifestação política, onde, destacou, se constrói e se desenvolve o regime democrático.

“Não se tem como lícita conduta de natureza censória ou voltada a condutas estatais autoritárias e limitadoras da liberdade de expressão, nem se julga válida atuação estatal que dificulte, embarace ou restrinja a atividade intelectual, artística, científica ou profissional, garantida pela Constituição como manifestação do direito fundamental sobre o qual se constrói a democracia”, afirmou.

Para a magistrada, “o uso da máquina estatal para conhecimento específico de informações sobre posturas políticas contrárias ao governo caracteriza afronta ao direito fundamental de livre manifestação do pensamento”.

Cármen Lúcia afirmou também que o fato de as informações estarem disponíveis na internet não torna a conduta da Secom lícita, uma vez que afronta princípios constitucionais.

“Ademais, a produção de relatórios de monitoramento de parlamentares e jornalistas afronta também o princípio da moralidade. Com recursos públicos, ao invés de se dar cumprimento ao comando republicano obrigatório de se promoverem políticas públicas no interesse de toda a sociedade, o Poder Executivo federal valeu-se da contratação de empresa para pesquisar redes sociais sobre a base de apoio – ou oposição – ao governo em posicionamento ilícito e, pior, em afronta direta a direitos fundamentais de algumas pessoas”.

A relatora da ação apontou ainda que esse tipo de monitoramento não tem conexão com a atribuição da Secom porque ficou demonstrado que a medida era direcionada a parlamentares e jornalistas para apurar a sua condição de apoiar ou opor-se ao governo.

“Não está entre atribuições da Secretaria Especial de Comunicação – nem seria lícito – a função de monitorar redes sociais de pessoas, físicas ou jurídicas, até porque objetivo dessa natureza descumpre o caráter educativo, informativo e de orientação social que legitimam a publicidade dos atos estatais”.

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Rodinei Mandelli Sanini
6 de fevereiro de 2022 14:03

Mas prender por opinião de pensamento e até parlamentar com imunidade pode né Carmem Lucia.
Se for pensamento conservador cadeia, se for opinião “progressista” tá liberado.

Cezar Roldão Schuaste
7 de fevereiro de 2022 14:40

Todos , como assim ??

PauloCz Cezar
6 de fevereiro de 2022 18:51

Todos sabíamos que o trabalho deste FALSÁRIO será pautado em defender interesses da MILÍCIA e do FASCISMO no Brasil.

Fernando Krause
6 de fevereiro de 2022 21:13

A ministra Carmen Lúcia não esteve recentemente num encontro politico-partidário com Gleisi Hoffmann, Marta Suplicy e Simone Tebet, entre outras ????
https://www.gazetadopovo.com.br/…/carmen-lucia-e…/

José Costa
7 de fevereiro de 2022 10:45

100% de acordo com a Tia Carmem. Mas, se fosse possível (sei que não é), gostaria de fazer apenas uma perguntinha para ela: Oswaldo Eustáquio, Daniel Silveira e Roberto Jefferson foram presos porquê, mesmo? No caso deles, pode? Me responde aí, Tia.

Cezar Roldão Schuaste
7 de fevereiro de 2022 14:41

Vida longa a Bolsonaro , o presidente de TODOS os Brasileiros

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