Quinta-feira, 08 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 26 de janeiro de 2026
Em meio às controvérsias envolvendo a atuação do ministro Dias Toffoli no caso Banco Master, o decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, saiu mais uma vez em defesa do colega publicamente nessa segunda-feira (26). Ele afirmou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) já analisou a situação e reconheceu a regularidade de sua permanência na relatoria.
Gilmar se referiu à decisão do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que decidiu arquivar a representação apresentada por parlamentares da oposição que sugeria à PGR pedir o afastamento de Toffoli do caso por causa da revelação de que, poucos dias de assumir a supervisão do inquérito da PF, o ministro viajou a Lima para ver a final da Libertadores, em novembro, no jatinho de um empresário na companhia do advogado de um ex-executivo do Master investigado na Operação Compliance Zero.
A decisão de Gonet é do dia 15 de janeiro, mas foi conhecida na semana passada, quando Gilmar também se manifestou em favor de Toffoli elogiando o arquivamento. Foi uma resposta da PGR a um pedido de suspeição de deputados de oposição que trata apenas do episódio do jatinho.
Outra requisição similar feita à PGR pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), que também menciona a sociedade que irmãos do ministro tiveram com um cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Master, em um resort no Paraná, ainda não foi respondida.
“O ministro Dias Toffoli tem uma trajetória pública marcada pelo compromisso com a Constituição e com o funcionamento regular das instituições. No exercício da jurisdição, sua atuação observa os parâmetros do devido processo legal e foi objeto de apreciação da Procuradoria-Geral da República, que reconheceu a regularidade de sua permanência no caso. A preservação da independência judicial e o respeito às instâncias institucionais são condições indispensáveis para o diálogo republicano e para a confiança da sociedade nas instituições”, escreveu Gilmar na rede social X.
Na manifestação dessa segunda, Gilmar afirmou que Toffoli tem uma trajetória marcada pelo compromisso com a Constituição e que sua atuação observa os parâmetros do devido processo legal. Segundo o ministro, a conduta de Toffoli foi objeto de apreciação da PGR, que teria dado aval à manutenção do magistrado à frente do caso.
Na publicação, Gilmar também afirmou que a preservação da independência judicial e o respeito às instâncias institucionais são condições indispensáveis para o diálogo republicano e para a confiança da sociedade nas instituições.
Nos bastidores do Supremo, a relatoria de Toffoli no caso Master passou a ser questionada após decisões consideradas atípicas e pela pressão de setores da Polícia Federal e da política, o que abriu uma crise interna e elevou o desgaste em torno do nome do ministro. Aliados de Toffoli têm sustentado que não há fundamento jurídico para seu afastamento do caso e que eventuais críticas devem ser tratadas pelas vias institucionais. As informações são do jornal O Globo.
Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!