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Política Ministro do Supremo inclui Bolsonaro em inquérito das fake news por ataques às urnas eletrônicas

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Apuração levará em conta acusações sem provas do presidente às urnas e ao sistema eleitoral brasileiro.

Foto: Antonio Augusto/TSE
Primeiro turno das eleições será em 2 de outubro, e o segundo turno, se houver, no dia 30 do mesmo mês. (Foto: Antonio Augusto/TSE)

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou nesta quarta-feira (4) a inclusão do presidente Jair Bolsonaro como investigado no inquérito que apura a divulgação de informações falsas.

A decisão de Moraes atende ao pedido aprovado por unanimidade pelos ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na sessão desta segunda (2).

A apuração levará em conta os ataques, sem provas, feitos pelo presidente às urnas eletrônicas e ao sistema eleitoral do País. Mesmo após ser eleito, Bolsonaro tem feito nos últimos três anos reiteradas declarações colocando em dúvida a lisura do processo eleitoral.

A investigação criminal pode, posteriormente, tornar Bolsonaro inelegível. Isso só ocorre, no entanto, se:

o Ministério Público entender ao fim da apuração que há elementos para acusação formal (denúncia);
a Câmara dos Deputados aprovar, pelo voto favorável de 2/3 dos deputados, o prosseguimento do processo, e
houver condenação no STF, onde tramitam ações sobre o presidente.

O inquérito das fake news foi aberto em março de 2019, por decisão do então presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, para investigar notícias fraudulentas, ofensas e ameaças a ministros do Supremo. O ministro Alexandre de Moraes é o relator da investigação.

Ataques às urnas

O presidente Jair Bolsonaro faz ataques ao sistema eleitoral brasileiro há mais de três anos, sem qualquer prova.

Nas últimas semanas, o presidente subiu o tom e chegou ameaçar a não realização de eleições caso não seja aprovada uma proposta de emenda à Constituição que garanta a impressão do voto na urna eletrônica.

A notícia-crime assinada pelo presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, encaminha para investigação a transmissão feita pelo presidente Bolsonaro na última quinta-feira (29), em redes sociais e em canal oficial de TV.

O presidente da República chegou a convidar a imprensa para uma transmissão ao vivo onde apresentaria suas provas de falhas nas urnas. Em vez disso, repercutiu notícias falsas e vídeos já desmentidos.

Ao lado do ministro da Justiça, Anderson Torres, Bolsonaro teve de reconhecer que não tem provas da ocorrência de nenhuma fraude no sistema.

Na ocasião, o presidente se limitou a apresentar teorias antigas e comprovadamente falsas que circulam na internet sobre a urna – todas, já desmentidas pelo Tribunal Superior Eleitoral e por serviços de checagem da imprensa.

Nas declarações sobre o voto impresso e as urnas, o presidente também tem criticado ministros do tribunal, como o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso.

Inquérito administrativo

Além de pedir a inclusão de Bolsonaro no inquérito do Supremo, os ministros do TSE também aprovaram por unanimidade a abertura de um inquérito administrativo, no âmbito da Corte, para apurar ataques à legitimidade das eleições.

A proposta partiu do corregedor eleitoral, ministro Luís Felipe Salomão. Serão investigadas infrações como corrupção, fraude, condutas vedadas a agentes públicos, abuso de poder político e econômico e propaganda fora do período de eleições.

Ao apresentar seu apoio à proposta, o ministro Alexandre de Moraes ressaltou que “com a democracia não se brinca, não se joga”.

Assim como a investigação criminal, este inquérito também pode gerar inelegibilidade ao presidente Bolsonaro – por abrir espaço para multas na Justiça Eleitoral, além de servir como base para a contestação de um eventual registro de candidatura de Bolsonaro à reeleição.

O registro de candidaturas, feito em agosto do ano eleitoral, é contestado por iniciativa do Ministério Público, de partidos políticos ou por candidatos.

Ministra Cármen Lúcia envia à PGR pedido de investigação

A ministra Cármen Lúcia, do STF, enviou nesta quarta-feira (4) à PGR (Procuradoria-Geral da República) um pedido de parlamentares para que seja aberta uma investigação sobre o presidente Jair Bolsonaro.

O pedido dos parlamentares é baseado nas declarações dadas por Bolsonaro em uma transmissão ao vivo na semana passada. Na ocasião, o presidente usou a live, transmitida pela TV pública TV Brasil, para questionar a segurança das urnas eletrônicas. Bolsonaro admitiu não ter provas de fraudes nas eleições e disseminou fake news, baseadas em teses já desmentidas por órgãos oficiais.

“Há de se considerar que o grave relato apresentado pelos autores da presente Petição conjuga atos daquela natureza com outros que podem, em tese, configurar crime, mais especificamente, de natureza eleitoral, utilização ilegal de bens públicos, atentados contra a independência de poderes da República, o que, após a necessária análise, conduzirá à conclusão sobre a competência para o conhecimento e o processamento da presente petição”, escreveu a ministra.

O pedido de abertura de inquérito foi apresentado por um grupo de deputados do PT no dia 30. Os parlamentares querem as seguintes apurações:

– se houve improbidade administrativa pelo uso da TV Brasil para transmitir a live, ou seja, se foram usados recursos públicos pelo presidente para atacar adversários políticos e o Tribunal Superior Eleitoral;
se houve propaganda eleitoral antecipada;
se houve abuso de poder político e econômico;
se houve “prática de crime de divulgação de fake news eleitoral”.

A ministra considerou que, mesmo não sendo o Supremo o foro para análise de ações de improbidade neste caso, como são relatadas condutas que podem configurar crime, é preciso uma análise da PGR.

“Necessária, pois, seja determinada a manifestação inicial do Procurador-Geral da República, que, com a responsabilidade vinculante e obrigatória que lhe é constitucionalmente definida, promoverá o exame inicial do quadro relatado a fim de se definirem os passos a serem trilhados para a resposta judicial devida no presente caso”, determinou.

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17 Comentários
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Juliano Soares
4 de agosto de 2021 21:36

Esquema armado já, o gado ou burro aceita que um bando de picaretas façam o que querem bem quietinho, STF é que manda nesse pais.

Cesar Andreoli Arend
4 de agosto de 2021 21:27

Eu gostaria de saber se foi aberto um inquérito para investigar o ministro do STF que mandou soltar o número 2 do PCC ,isto sim é abuso de poder sem contar o Lula,condenado em segunda instância soltinho ,vocês todos são PAGOS com o nosso dinheiro de IMPOSTOS deveriam estar servindo ao interesse do POVO

Evandro Carlos
5 de agosto de 2021 04:03

Falou um adorador do Luladrão?

Novededos Silva
4 de agosto de 2021 23:43

LIXO

Tecladista Flc
4 de agosto de 2021 22:34

Você deve ter fumado alguma coisa, é mais fácil o STF ir para cadeia que o Presidente, e vai pois a hora vai chegar

Roberto Nunes
4 de agosto de 2021 22:31

O bostonaro tá e sempre foi mais sujo que pau de galinheiro.
É questão de tempo para sair, ele e sua quadrilha, algemados de Brasília direto para uma prisão de segurança máxima.
Querem apostar??

Tecladista Flc
4 de agosto de 2021 22:36

Bolsonaro não vai nem dormir de tanta preocupação, com a decisão deste advogadinho que nem juiz de verdade é,

Luiz Carlos Rozzo Bidio Rosa
5 de agosto de 2021 09:35

Robo Não Fala en Democracia?

Novededos Silva
4 de agosto de 2021 23:42

Esticaram a corda demasiadamente….!!!
Neste momento , OBVIAMENTE, já não estamos no campo da DEMOCRACIA…!!!

Jose Lovatto
5 de agosto de 2021 00:00

E fake news de uma página da Foice de São Paulo, com matéria de compra de 400 milhões de vacinas com propina de $1,00 em cada e que a cada dia está provado ser mentira, haverá alguma retaliação por parte do STF?

Marcelo Maraschin Brittes
5 de agosto de 2021 00:15

Jä passou da hora do mito fechar esse Congresso, STF, TSE e outras pocilgas que atrapalham e sugam a nação, ainda da tempo da esquerdalha aplicar o golpe atraves do Judiciario.

Denise Goulart de Munhós
5 de agosto de 2021 00:38

Todos têm foro privilegiado, menos o presidente Bolsonaro! É inadmissível que os “tocados” pelos globalistas governem esse País. Enquanto corruptos condenados estão livres da cadeia e o “Nonadáctilo” até absolvido foi, o presidente Bolsonaro, ao qual não é imputado nenhum crime ou delito seja investigado. O povo tem que fazer se respeitar!!!

Paulo Jesus Corrêa
5 de agosto de 2021 01:21

Agora a porcaria começou a pegar preço!

Artur Borba
5 de agosto de 2021 13:42

Assistam o pronunciamento do presidente as o vivo ontem há noite na Jovem Pan, junto com o deputado Felipe, e. Vcs vão ver as provas documentadas e relatório do TSE admitindo que as urnas são violaveis, assistam valha a pena assim muitos aqui vão cair da cadeira.

Nilton G Veiga
5 de agosto de 2021 19:30

STF ditatorial, não aceita críticas.
Onde está a tal democracia?
Hipócritas!! Protetores de bandidos.

Nilton G Veiga
5 de agosto de 2021 19:33

Repetindo: **Uma das “vertentes do autoritarismo” é o que vem praticando o judiciário brasileiro com sua ditadura branca enrustida pela palavra democracia.
Por que tanta resistência pelo voto impresso auditavel? Se a urna eletrônica é inviolável então não haverá nenhum problema em confirmar sua autenticidade.

José Augusto Grillo
6 de agosto de 2021 01:17

MANDA PRENDER BOLSONARO E MINISTRO DA DEFESA COMO FISERAM COM O DEPUTADO. KKKK

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