Terça-feira, 12 de maio de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Ministro interino diz que vai dar mais transparência a repasses de recursos do Ministério da Educação

Compartilhe esta notícia:

Victor Godoy tem perfil gerencial.

Foto: MEC/Divulgação
Victor Godoy tem perfil gerencial. (Foto: MEC/Divulgação)

O ministro interino da Educação, Victor Godoy, divulgou uma carta nesta quarta-feira (30) na qual afirma que atuará “com rigor” para fortalecer mecanismos de transparência da pasta. Godoy disse ainda que vai colaborar com órgãos de investigação e controle.

Ex-secretário executivo da pasta, Godoy assumiu o posto de ministro após a queda de Milton Ribeiro em decorrência de denúncias sobre a influência de pastores no repasse de recursos do MEC. Na carta, Godoy agradeceu ao presidente pela confiança em nomeá-lo para o cargo.

“Ainda, atuarei com rigor para incrementar os mecanismos de transparência e integridade na aplicação dos recursos educacionais, inclusive, colaborando com os órgãos de investigação e controle”, diz o texto.

Na segunda-feira, o ministro Milton Ribeiro foi exonerado do Ministério da Educação e divulgou uma carta na qual afirmava que se afastava da pasta por um senso de “responsabilidade política e patriotismo”.

O jornal Estado de S. Paulo revelou que os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura tinham livre acesso ao ministro e atuavam como lobistas, pedindo propina a prefeitos para liberar recursos da pasta. A verba negociada pelos pastores vinha do Plano de Ações Articuladas (PAR), coordenado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Esses recurso são flexíveis e podem ser usados para diversas funções, como compra de veículos, obras, realização de eventos, entre outros.

No documento, Godoy diz que vai priorizar o retorno efetivo dos estudantes às atividades presenciais de forma segura, com a garantia de recuperação da aprendizagem. Ao longo da pandemia, o MEC foi amplamente criticado por não proporcionar acesso dos estudantes à educação durante a suspensão das atividades presenciais.

“O direito à educação para todos será uma prioridade sob a minha gestão, com o combate à evasão e ao abandono escolar, apoiado em políticas de redução das desigualdades regionais, em conjunto com os entes federados”, afirma.

Obras inacabadas

O ministro interino também disse que se esforçará para conclusão de obras inacabadas e paralisadas. Godoy citou que atuará pela fortalecer a alfabetização, o ensino técnico e profissional, formação de professores e a educação superior. Também fixa como meta a implementação do Novo Enem, que deve ser colocado em prática até 2024 com base na reforma do ensino médio.

Exonerações

Após assumir o cargo, nesta quarta, o novo ministro exonerou quatro pessoas, entre elas, Luciano Musse, apontado pelo jornal Estado de S. Paulo como auxiliar dos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura. Musse atuava como gerente de projeto na Secretaria Executiva.

A nomeação de Godoy como ministro interino acalmou as movimentações externas para galgar o cargo no MEC, a leitura foi de que o governo deve deixar o interino no cargo ao menos até a poeira baixar.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Agricultores acampam no prédio de Ministério em Porto Alegre para exigir medidas contra prejuízos da estiagem
Ministro do Supremo Alexandre de Moraes define multa a Daniel Silveira e abre inquérito por desobediência
Pode te interessar