Sábado, 05 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 21 de outubro de 2025
Fux integra atualmente a 1ª Turma, grupo responsável por julgar os réus da trama golpista.
Foto: Victor Piemonte/STFO ministro Luiz Fux pediu à Presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) transferência da Primeira para a Segunda Turma da Corte. A solicitação foi formalizada nessa terça-feira (21) em documento enviado ao presidente Edson Fachin e, se aprovada, pode retirar Fux das próximas etapas do julgamento dos réus da trama golpista de 2022.
Fux cita o artigo 19 do Regimento Interno do STF para manifestar seu interesse em compor a 2ª Turma, “considerando a vaga aberta pela aposentadoria do Ministro Luís Roberto Barroso”.
O ministro integra atualmente a 1ª Turma, grupo responsável por julgar os réus da trama golpista. Também fazem parte Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino.
A 2ª Turma, para a qual Fux pede transferência, contava com Barroso e tem como membros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, André Mendonça e Nunes Marques.
Cada uma das turmas é composta por cinco dos 11 ministros do Supremo – a exceção é o presidente, que fica fora dos grupos.
No início de setembro, a 1ª Turma condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus pela trama golpista. Fux foi o único voto vencido do placar de 4 a 1.
A decisão sobre o pedido de Fux caberá ao presidente da Corte, Edson Fachin. Caso Fux seja remanejado, o novo ministro da Corte, a ser indicado pelo presidente Lula, ficaria com a vaga de Fux na 1ª Turma ao lado de Moraes, Cármen Lúcia, Zanin e Dino.
Embora ainda não tenha sido nomeado oficialmente, o escolhido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ser Jorge Messias, atual titular da Advocacia-Geral da União (AGU).
Antes de tomar posse, ele precisa ser submetido a sabatina da Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) do Senado e ter o nome submetido a votação no plenário da Casa. Somente depois desse procedimento, o novato estaria apto a participar de julgamentos.
A intenção de ministros do STF é liquidar os julgamentos da trama golpista até dezembro. Portanto, Messias só participaria das próximas votações se a posse ocorresse antes disso.
Se a transferência for imediata, Fux corre o risco de não participar dos julgamentos dos demais núcleos da trama golpista. O ministro ficou isolado ao antagonizar com Alexandre de Moraes, relator dos processos sobre o plano de golpe.
Nesta hipótese, o futuro ministro que ainda será indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) substituiria Fux na Primeira Turma e nos julgamentos da trama golpista.
Há, porém, a possibilidade de Fux retornar excecionalmente ao colegiado para votar esses processos, solução que pode ser costurada com o ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma.
Na Segunda Turma, outros dois ministros costumam concordar com Fux, ao menos nos processos da trama golpista: André Mendonça e Kassio Nunes Marques.
Além deles, também integram o colegiado Dias Toffoli e Gilmar Mendes, com quem Fux teve uma discussão áspera na semana passada. Mendes disse que o colega era uma “figura lamentável” por ter votado pela absolvição de Jair Bolsonaro e por supostamente ter dificuldade de se desapegar da Operação Lava-Jato.
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Quaquaquaqua
Fux foi o único que fundamentou seus voto,o resto fez um copia e cola do XANDÃO!!
Um não, alguns heróis.
Mas a esquerda tá lotada de bandido.
Direita golpista agora tem um novo herói.
Pelo contrário. Quer sair do lado errado da história.
Petrolato, mensalão, INSS, grana na cueca, empreiteiras, orçamento secreto… Ufaa.
Quem vota no pt não e só burro e cúmplice
Fux quer ir para a política, e do lado errado da história…
Ele é fraco mesmo e precisa dos cartões de crédito.
Esta gente é tão boa que nem coloca nome real nas postagens. Tá louco, bando de baba-ovo do genocida.