Terça-feira, 18 de Fevereiro de 2020

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Brasil Ministros do Supremo avaliam que Lula passará o Natal em casa

Lula tem dito a aliados que, na hipótese de deixar a prisão em breve, pretende rodar o Brasil. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Ainda não há certeza sobre como nem em que semana, mas ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) têm a avaliação unânime de que Lula passará o Natal de 2019 em casa — e não deve ser pelo regime semiaberto.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem dito a aliados que, na hipótese de deixar a prisão em breve, pretende rodar o Brasil e assumir o papel do que tem chamado de “fio condutor da pacificação nacional”.

A expectativa pela liberdade do petista ocorre no momento em que o STF iniciou o julgamento sobre a constitucionalidade da prisão de condenados em segunda instância, e a Segunda Turma da Corte se prepara para retomar a discussão sobre a alegada suspeição do ex-juiz Sérgio Moro, que pode levar à anulação da condenação do petista no caso do triplex em Guarujá (SP).

Em conversas recentes na sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR), onde está preso, Lula tem adotado o discurso de que é preciso trabalhar pela unidade nacional e dar um basta ao “clima de beligerância” que se acentuou no País desde a eleição de 2018.

“Lula em liberdade é um agente político importante e vai ter, obviamente, um papel relevante não só para o PT, mas também para o Brasil”, disse a presidente da sigla, deputada Gleisi Hoffmann (PR). “O povo brasileiro tem confiança no Lula, principalmente o povo pobre, e isso dá a ele condições de ter uma atuação política de enfrentamento mais sistemático a tudo que está acontecendo e à destruição a que o País está sendo submetido”, afirmou.

Embora Lula possa ser beneficiado no final do julgamento no STF das ações que discutem se é constitucional prender condenados antes de esgotados todos os recursos, o ex-presidente aposta que o Supremo vai referendar a tese de falta de imparcialidade de Moro, hoje ministro da Justiça, na condução do processo do triplex. Dessa forma, a sentença pode ser anulada e o caso voltaria aos estágios iniciais.

Com isso, Lula sairia da cadeia e também teria de volta os seus direitos políticos, cassados após a condenação em segunda instância. Ele foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Nesse cenário, dizem aliados do petista, está a eleição presidencial de 2022.

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