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Notícias Os miomas uterinos atingem cerca de dois milhões de mulheres no Brasil

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Estima-se que 80% das mulheres em idade fértil tenham miomas. (Foto: Reprodução)

Os miomas uterinos são tumores benignos formados por uma camada de tecido muscular, que se desenvolvem a partir de células musculares lisas do miométrio. Estima-se que 80% das mulheres em idade fértil tenham miomas, de acordo com dados da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia). A maioria não possui sintomas, porém, quando existem, podem englobar desde dor abdominal ou pélvica, infertilidade e aumento do fluxo menstrual, aumento do volume abdominal, e até sintomas de retenção urinária e constipação intestinal.

“A chance do surgimento dos miomas ocorre do ponto de vista epidemiológico em mulheres na faixa etária dos 35 aos 45 anos, com sobrepeso, naquelas com familiares de primeiro grau acometidas, também em mulheres que nunca engravidaram e que apresentaram a menarca (primeira menstruação) precoce e menopausa tardia”, afirma a médica ginecologista e especialista em Reprodução Assistida e de Endoscopia Ginecológica da FertilCare, Dra. Luciana Potiguara.

Os exames recomendados para o diagnóstico e detecção da presença de miomas uterinos são a ultrassonografia transvaginal e a ressonância magnética da pelve. Segundo o Ministério da Saúde, o problema atinge cerca de dois milhões de mulheres no Brasil e cerca de trezentas mil perdem o útero, por ano, em consequência da doença. O tratamento é individualizado e pode ser medicamentoso ou através de cirurgia.

Entre as mulheres inférteis, atinge de 5% a 10% das pacientes, mas só será responsável pela infertilidade em cerca de 2% dos casos. “O ponto mais importante no que diz respeito à fertilidade é a localização do mioma, a variedade submucosa, ou seja, o mioma que está dentro da cavidade uterina pode ser responsável pela infertilidade”, explica a Dra. Luciana Potiguara.

A histerectomia (remoção de parte ou totalidade do útero) pode ser indicada para mulheres que têm mioma uterino. “Essa medida é recomendada nos casos em que a paciente já tem a prole definida, naquelas sem desejo de engravidar, e que apresentam sangramento uterino anormal de difícil controle clínico”, esclarece a especialista. “Nas pacientes que desejam engravidar e têm miomas que causam infertilidade, pode ser realizada a miomectomia (retirada apenas dos miomas) na tentativa de preservar o útero e tornar possível a gravidez”, acrescenta.

 

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