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Porto Alegre Monólogo de Júlio Conte é o destaque teatral desta semana em Porto Alegre

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Montagem tem sessão única na noite de quarta-feira. (Fotos: Fábio Berriel/Divulgação)

Novo espetáculo do consagrado ator Júlio Conte, o monólogo “Todas as Minhas Mortes” será encenado em única sessão às 20h desta quarta-feira (5) no Teatro Simões Lopes Neto, em Porto Alegre. A peça tem como base uma livre alusão ao clássico “Hamlet” (1623), do dramaturgo inglês William Shakespeare, e direção de Marcelo Restori.

Conte – autor da célebre montagem gaúcha “Bailei na Curva” (1983) – também assina o novo texto, sobre um artista assombrado pelo fantasma de Hamlet diante da paternidade e da morte. “Uma proposta radical de se lidar com o luto cortando na própria carne”, define o texto de divulgação.

O Teatro Simões Lopes Neto está localizado no Multipalco Eva Sopher do Theatro São Pedro. Endereço: rua Riachuelo nº 1.089 (Centro Histórico). Estacionamento no local. Os ingressos podem ser adquiridos no site theatrosaopedro.rs.gov.br ou, presencialmente, na bilheteria (terça a domingo, das 16h às 20h).

Trajetória

Júlio Conte é um dos nomes mais importantes das artes cênicas do Rio Grande do Sul. Ele construiu uma trajetória única, que une teatro e psicanálise, atuando de forma consagrada como dramaturgo, diretor, ator e médico psicanalista. Nascido em Caxias do Sul (Serra Gaúcha) em 1955 e residente em Porto Alegre desde a infância, ele se graduou em Direção Teatral e Medicina, ambas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 1984-1985.

Além da já mencionada peça musical “Bailei na Curva”, escreveu cerca de 30 outros textos. Na lista estão sucessos de público e crítica como “A Hora de Érico”, “Chá de Setembro”, “Almas Gêmeas”, “A Verdadeira História de Édipo Rei” e “Se Meu Ponto G Falasse”. Como ator, coestrelou produções gaúchas como “Verdes Anos” e “Deu Pra Ti, Anos 70”.

Também coleciona uma série de troféus, como o Prêmio Açorianos da Secretaria Municipal da Cultura (SMC). Em 2024, sua contribuição intelectual e artística ao Estado foi oficialmente reconhecida com sua eleição para a Academia Rio-Grandense de Letras (ARL).

(Marcello Campos)

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