Segunda-feira, 13 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 12 de julho de 2026
A Anfavea, entidade que representa as montadoras, desistiu de levar à Justiça a volta das cotas para importação livre de imposto dos carros híbridos e elétricos que têm a produção finalizada no Brasil. O benefício favorece, em especial, a marca chinesa BYD, que traz carros da China para montagem final na fábrica de Camaçari, na Bahia. Por outro lado, a entidade vai entrar com uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) cobrando mudanças de governança na Camex, o colegiado que aprovou a renovação das cotas a partir deste mês.
Durante entrevista à imprensa, o presidente da Anfavea, Igor Calvet, explicou que um processo judicial se estenderia por mais tempo do que o período de vigência das cotas, restritas a seis meses. Por isso, após consulta ao departamento jurídico, a associação optou por não contestar o benefício.
“Chegamos à conclusão de que não vamos judicializar. Quando isso é levado para a Justiça, leva muito tempo, às vezes, anos a fio. Entendemos que a eficácia de uma judicialização nesse contexto não seria boa”, comentou Calvet.
Em críticas à Camex, o presidente da Anfavea disse que, durante a análise do pedido de cotas, faltou a publicação prévia da agenda do Comitê de Alterações Tarifárias (CAT) e que o tema não entrou em discussão com a devida antecedência nem com espaço adequado para o contraditório. Por isso, a entidade, disse Calvet, está em vias de fazer uma representação ao Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU), pedindo aperfeiçoamento na governança da Camex.
“Não vai reverter a decisão, que é uma excepcionalidade, mas o Tribunal de Contas pode ajudar a melhorar a governança”, disse Calvet. “Esse rito de governança da Camex precisa ser aprimorado (…). Talvez se tivéssemos sido ouvidos, se tivéssemos tido tempo de discussão, a decisão não teria sido tomada dessa maneira”, acrescentou o executivo.
Apesar de tarifaço, setor automotivo ainda vê oportunidades nos EUA
A Toyota anunciou que faria algo que outras montadoras tem relutado em fazer: transferir parte da produção do México para os Estados Unidos.
A montadora japonesa passará a fabricar metade de suas picapes médias Tacoma — o modelo mais vendido da companhia — em uma fábrica ampliada em San Antonio, onde já produz a picape de porte grande Tundra e o SUV Sequoia. A empresa também continuará fabricando a Tacoma no México.
O presidente Donald Trump celebrou a mudança para solo americano, classificando-a como “algo muito importante” e uma prova de que “as tarifas estão funcionando”.
A Toyota não apontou a política tarifária como o fator determinante para a decisão.
“Embora sejamos afetados pela evolução das políticas comerciais, nossos investimentos são decisões de longo prazo — abrangendo várias décadas — baseadas em objetivos estratégicos mais amplos”, declarou a empresa. Com informações dos portais Estadão e CNN.
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