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Brasil Morador que matou “hipster da Polícia Federal” atirou em legítima defesa, conclui polícia

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Lucas trabalhava na Polícia Federal, no Distrito Federal, desde 2014. (Foto: Reprodução/Instagram)

A Polícia Civil concluiu que o morador que atirou e matou Lucas Valença, conhecido como “hipster da Federal”, agiu em legítima defesa, em Buritinópolis, no nordeste goiano. O inquérito foi concluído e enviado à Justiça de Goiás nesta semana. O autor do disparo foi indiciado por posse ilegal de arma de fogo e responde em liberdade, após ser preso em flagrante, pagar fiança e ser liberado em seguida.

Lucas morreu na noite de 2 de março de 2022. Ele ficou conhecido nacionalmente após escoltar o então deputado cassado Eduardo Cunha, em Brasília, e chamar a atenção pela postura. Os traços masculinos e porte físico chamaram a atenção e também renderam o apelido de “policial gato”.

Segundo o inquérito policial, assinado pelo delegado Alex Rodrigues, Lucas estava “transtornado, proferindo xingamentos e ameaças, no meio de surto psicótico, chegando a quebrar o padrão de energia da residência e, ao final, arrombar a porta de acesso ao imóvel”.

Ainda de acordo com o documento, o morador da casa invadida por Lucas avisou que estava armado e atirou para resguardar a própria integridade física e da família.

“A arma de fogo, mesmo que de forma ilegal, foi o meio necessário e adequado para cessar o risco atual que a vítima estava provocando”, argumenta o delegado.

Depressão

Natural de Posse, em Goiás, Lucas trabalhava na PF, no Distrito Federal desde 2014. Segundo a advogada Sindd Campos informou à época da morte, o policial federal foi a Mambaí, cidade vizinha a Buritinópolis, para comemorar o aniversário do irmão.

Ainda de acordo com ela, o cliente fazia um tratamento contra depressão e nunca tivera um surto até então.

Morte

Sindd contou que o policial estava no rancho da família, mas saiu a pé e ela acredita que ele não tenha conseguido voltar para casa, já que o local estava escuro. Ela disse ainda que ele estava desarmado e sem celular.

As informações apuradas pela Polícia Civil no dia da morte de Lucas detalham que ele desligou o disjuntor de uma casa na zona rural, gritou do lado de fora dizendo que haveria uma demônio no local e invadiu o imóvel, sendo baleado pelo morador em seguida.

O morador que atirou em Lucas contou à polícia que ouviu barulho de gente em volta da sua casa e uma gritaria com diversos xingamentos.

Diante da escuridão e com medo, o morador avisou que estava armado. No entanto, segundo ele, o homem invadiu o imóvel – momento em que atirou em direção do invasor com uma espingarda. Após religar o disjuntor de energia, ele viu a vítima baleada e chamou a Polícia Militar e uma ambulância.

Ainda de acordo com o morador, ele não sabia quem era o homem e que agiu em legítima defesa. À época, ele foi preso em flagrante, pagou uma fiança e responde em liberdade deste então.

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