Quinta-feira, 02 de Abril de 2020

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Brasil Moro pede desculpas após chamar membros do MBL de “tontos” em novo vazamento de mensagens 

Ministro da Justiça e Segurança Pública disse que movimento sempre teve seu respeito. (Foto: EBC)

Neste domingo (23), o Movimento Brasil Livre (MBL) divulgou áudio em que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, pede desculpas aos integrantes por mensagem trocada com integrantes da Operação Lava Jato em março de 2016, na qual os chama de tontos. “Se de fato usei o termo, peço escusas, mas saibam que têm todo o meu respeito e sempre terão”, declarou Moro, segundo gravação publicada no Youtube pelo deputado estadual Arthur Mamãe Falei (DEM-SP), do MBL. A assessoria do ministro informou não ter conhecimento do áudio.

O diálogo em que Moro critica o movimento consta em reportagem da Folha de São Paulo e do site The Intercept Brasil deste domingo. Nele, Moro pede ao coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, que encontre uma forma de conter o MBL, que havia armado protesto em frente ao apartamento do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, morto no ano seguinte.

O temor era de que isso melindrasse as relações do então juiz com o ministro, que poderia retirar da 13ª Vara de Curitiba parte dos processos em curso para que eles passassem a tramitar no Supremo. “Nao.sei se vcs tem algum contato mas alguns tontos daquele movimento brasil livre foram fazer protesto na frente do condominio.do ministro”, digitou o então magistrado no Telegram. No áudio deste domingo, Moro reitera que, em seu entendimento, as mensagens foram obtidas de maneira criminosa e podem ter sido adulteradas: “nem sei se são verdadeiras. Saí do Telegram em 2017”. Ele justifica que o momento era tenso em função da divulgação, autorizada por ele próprio, de escutas de conversas entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a então presidente Dilma Rousseff.

A reportagem publicada pela Folha e pelo Intercept neste domingo foi produzida a partir de mensagens privadas enviadas por uma fonte anônima ao The Intercept Brasil e analisadas em conjunto pelo jornal e pelo site. A suposta conversa mostra como os procuradores da Lava Jato teriam se articulado para proteger Moro e evitar que tensões entre ele e o Supremo paralisassem as investigações em março de 2016.

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