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Cinema Morre atriz Madeleine LeBeau, última sobrevivente do filme “Casablanca”

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A estrela em uma cena do filme. (Foto: Reprodução)

A atriz francesa Madeleine LeBeau, conhecida por ser a voz que grita “Viva a França, viva a democracia” no filme “Casablanca”, morreu aos 92 anos de idade, no dia 1º de maio, na cidade espanhola de Estepona, segundo informou neste domingo (15) seu enteado Carlos Alberto Pinelli.

A atriz Madeleine LeBeau, em cena de "Casablanca". (Foto: Reprodução)

A atriz Madeleine LeBeau, em cena de “Casablanca”. (Foto: Reprodução)

O enteado e cineasta Pinelli disse à revista americana “Hollywood Reporter” que LeBeau faleceu em sua cobertura da cidade de Estepona (província de Málaga), lugar que havia eleito para viver após se aposentar.

LeBeau era a última sobrevivente do elenco do mítico filme “Casablanca” (1942), dirigido por Michael Curtiz e interpretado nos papéis principais por Humphrey Bogart e Ingrid Bergman.

Após a morte da atriz americana Joy Page em 2008, que em “Casablanca” encarnava Annina Brandel, LeBeau se tornou a única representante viva deste filme, que obteve três prêmios Oscar: melhor filme, diretor e roteiro.

No lendário filme, a atriz nascida em Antony Hauts-de-Seine, perto de Paris, em 1923, deu vida a Yvonne, a amante despeitada de Rick (Bogart) e protagonizou uma das cenas mais recordadas da história do cinema.

Depois que um grupo de soldados alemães entoou uma melodia nazista, a clientela do Rick’s Café responde, encorajada por Victor Laszlo (Paul Henreid), com o canto de “La Marseillaise”, proscrita na França pelos ocupantes germânicos. Ao término da mesma, uma emocionada Yvonne grita “Vive a France, vive a democratie” (“Viva França, viva a democracia”).

Marcello Mastroianni e Madeleine Lebeau contracenaram em "8½". (Foto: Divulgação)

Marcello Mastroianni e Madeleine Lebeau contracenaram em “8½”. (Foto: Divulgação)

A cena tem mais valor porque a atriz francesa participou da rodagem do filme após fugir em 1940 com seu marido, o ator francês de origem judaica Marcel Dalio, aos Estados Unidos, onde entrou em contato com o ambiente cinematográfico do momento. (AG)

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