Quinta-feira, 13 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 12 de agosto de 2026
A direção do Hospital Cristo Redentor, na Zona Norte de Porto Alegre, comunicou na tarde dessa quarta-feira (12) a morte de David William Souza da Cunha, 39 anos. Conhecido como “Catatau”, ele estava internado desde a madrugada do dia anterior, após ter o corpo incendiado com gasolina enquanto dormia ao lado de um ponto de ônibus na área central de Alvorada (Região Metropolitana).
De acordo com informações obtidas pela Polícia Civil, a vítima vivia em situação de rua e foi atacada por um homem que havia saído de bar nas proximidades da rua Presidente Getúlio Vargas, local do crime. Mesmo em chamas, David conseguiu correr em busca de socorro até ser acudido por populares, que apagaram o fogo com água de uma mangueira e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Até o fim da noite dessa quarta não havia informações disponíveis sobre a identidade do agressor ou outras informações a respeito da apuração em andamento, bem como sobre velório, sepultamento e familiares da vítima, conhecida por dormir sob marquises e outras estruturas na área onde foi alvo do ataque.
O caso é investigado como homicídio doloso (intencional). Uma das hipóteses é de que os dois homens se conheciam e tenham se desentendido em algum momento anterior ao crime. Imagens de câmeras do Centro de Alvorada já estão sendo analisadas, bem como depoimentos.
Arroio Dilúvio
Em paralelo, a Polícia Civil investiga a identidade e as circunstâncias da morte de um homem cujo corpo foi encontrado na tarde de 7 de agosto em trecho do Arroio Dilúvio, na capital gaúcha. As caracaterísticas são compatíveis com a de um indivíduo de 50 anos. Ele também apresentava um corte de origem desconhecida na cabeça.
O cadáver foi avistado por pedestres que passavam pela ponte de ligação entre as duas pistas da avenida Ipiranga próxima a uma filial dos supermercados Zaffari do bairro Santa Cecília (Zona Leste). Eles chamaram a Brigada Militar (BM), que por sua vez acionou o Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul para a retirada e o Instituto Geral de Perícias (IGP) para os devidos procedimentos.
Por meio de nota à imprensa, a BM mencionou o fato de não haverem indícios aparentes de homicídio ou outra modalidade de crime. A própria lesão pode ter sido causada pelo choque do corpo contra as estruturas de contenção do arroio durante uma eventual queda ou durante o período em que o corpo permaneceu na água, por exemplo.
Um dos desafios da investigação é determinar o ponto no qual o homem caiu na água (ou foi lançado) e se estava vivo quando isso ocorreu. O Arroio Dilúvio possui quase 18 quilômetros de extensão em seu curso principal. Desse montante, cerca de 12 quilômetros são totalmente canalizados e retificados.
O canal tem início na divisa entre os municípios de Viamão com Porto Alegre, especificamente na Represa da Lomba do Sabão, localizada dentro do Parque Saint-Hilaire. Já a sua foz (local onde deságua) é a orla do Guaíba no limite entre os parques da Harmonia e Marinha do Brasil (bairro Praia de Belas). Ao longo de seu trajeto, passa por dez bairros da capital gaúcha.
(Marcello Campos)
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