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Cultura Morte de Ted Turner reacende história com Jane Fonda: traição, separação e “ex-marido favorito”

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Jane Fonda e o fundador da CNN, Ted Turner, compartilharam um vínculo que perdurou muito tempo depois do divórcio. (Foto: Reprodução)

Jane Fonda e o fundador da CNN, Ted Turner, compartilharam um vínculo que perdurou muito tempo depois do divórcio. O empresário bilionário e ambientalista morreu nessa quarta-feira (6), aos 87 anos, após receber um diagnóstico de demência por corpos de Lewy, em 2018. Fonda, hoje com 88, e Turner foram casados de 1991 a 2001.

Os dois começaram a namorar em 1990, pouco depois de a atriz – vencedora de dois Oscars, por “Klute o passado condena” (1971) e “Amargo regresso” (1978) – se separar de seu segundo marido, o político californiano Tom Hayden, com quem havia se casado em 1973. Fiel à sua personalidade confiante, Turner conseguiu o telefone de Jane Fonda, ligou para ela e demonstrou interesse.

“Ele queria saber se eu estava disponível para sair”, contou Fonda à revista americana “People”, em 1990. “Acho que disse que não estava me sentindo muito bem, que ele era interessante, mas que eu não estava animada.”

Ela logo baixou a guarda e passou a se encontrar com ele. O romance, que virou manchete, surpreendeu muitos, já que suas personalidades pareciam opostas: Turner era um bilionário conservador de Atlanta, conhecido pelo apelido “Mouth of the South”; Fonda pertencia à realeza de Hollywood e era uma liberal assumida, defensora de causas progressistas.

Ainda assim, a conexão fazia sentido para eles. “Ted consegue me acompanhar”, disse Fonda à “People”, na mesma época. “Ele é uma pessoa muito, muito engraçada, adorável e complexa.”

A artista foi mais explícita no livro autobiográfico “Minha vida até agora”, de 2005. “Com Ted, havia momentos de amor em que nos olhávamos e nos dissolvíamos um no outro. E havia momentos em que algo nos fazia rir tanto que caíamos no chão – como a noite em que desabamos de tanto rir aos pés da escadaria de ‘…E o vento levou’ em sua plantação, e tivemos que subir para o quarto engatinhando”, escreveu na publicação.

Os dois se casaram em 1991 na fazenda Avalon, propriedade de 8,1 mil acres de Turner, na Flórida, e passaram a lua de mel com a família formada pela união dos filhos de ambos (Fonda tinha três, e Turner, cinco, de casamentos anteriores).

Um mês após o casamento, Jane Fonda afirmou ter descoberto uma traição do marido. Ainda assim, permaneceram juntos por vários anos, até que diferenças – incluindo a decisão dela de se tornar cristã – acabaram afastando o casal, como relatou em suas memórias.

Em 2000, eles anunciaram a separação. “Embora continuemos comprometidos com o sucesso de longo prazo do nosso casamento”, disseram em comunicado conjunto, “nos encontramos em um momento em que precisamos dedicar um tempo pessoal a nós mesmos”.

Apesar do tom esperançoso, a separação se confirmou. Fonda entrou com o pedido de divórcio em abril de 2001, alegando que o casamento estava “irremediavelmente rompido”.

Mesmo assim, os dois mantiveram uma boa relação. “Meu ex-marido favorito!”, exclamou ela ao vê-lo num leilão beneficente naquele mesmo ano, segundo a “People”. “Eu ainda tenho uma relação muito boa com ele”, disse Fonda, em 2008. “A vida é curta demais para ficar brigando.”

Meses antes da morte de Turner, a atriz se emocionou ao falar sobre ele e a organização Georgia Campaign for Adolescent Power and Potential, fundada por ambos em 1995, quando viviam em Atlanta. “A organização nunca teria existido sem o Ted”, disse ela durante discurso no evento anual EmPower Party da instituição. “Era um momento muito desafiador na Geórgia. Se eu não estivesse com Ted – se ele não tivesse me apoiado com amor – nós não teríamos conseguido.”

“Ted não está aqui, mas está no meu coração – e sei que está no coração de muitos de nós.” A causa da morte não foi divulgada. Em 2018, Turner revelou ter sido diagnosticado com demência por corpos de Lewy, a segunda doença neurodegenerativa mais comum depois do Alzheimer.

“Ted era um líder profundamente engajado e comprometido, intrépido, destemido e sempre disposto a apostar em sua intuição”, afirmou o CEO da CNN, Mark Thompson, em comunicado. “Ele foi e sempre será o espírito que guia a CNN. Ted é o gigante sobre cujos ombros nos apoiamos — e hoje todos vamos reconhecer seu impacto em nossas vidas e no mundo.” As informações são do jornal O Globo.

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